Ermida rural de devoção mariana, de construção medieval, exemplo típico da austeridade da arquitectura popular do Alentejo, totalmente desadornada e muito próxima das tipologias da arquitectura civil da região.
Planta poligonal composta por nave e capela-mor e integrando, adossadas de cada lado, duas casas de habitação; massa simples com cobertura homogénea em telhado de duas águas. Fachada principal de um só pano, rematado superiormente em empena, rasgada ao centro por portal de verga recta, com moldura de cantaria, encimado por óculo circular engradado; no ângulo NO., chaminé elevada. Fachadas N. e S. de um pano rematado por beirado, encimado por duas chaminés e rasgado por duas portas entre as quais se abrem duas janelas munidas de grades em papo de rola. Fachada E. de um só pano rematado superiormente em empena, encimada por duas chaminés e rasgada por janela com moldura de cantaria. INTERIOR: de uma só nave coberta por telhado de telha vã assente em duas asnas de madeira; alçados cegos, caiados. Arco triunfal de volta perfeita, com moldura de argamassa, parcialmente encerrado por dois poiais. Capela-mor coberta por telhado de telha vã assente em asna; na parede fundeira pequena janela *1.
Materiais
Paredes de alvenaria de pedra e cal, rebocadas e caiadas; telhado de telha de canudo de barro vermelho, assente em estrutura e asnas de madeira sem forro; pavimentos de tijoleira; portas e caixilharias de madeira; molduras de vãos em cantaria.
Observações
*1 - No Museu Arqueológico de Sines guarda-se uma pia de água benta, em mármore de São Brissos, de secção oitavada e base gomeada, proveniente da ermida, obra que se pode datar de finais da Idade Média.