Fonte manuelina e maneirista, de nicho de planta quadrada, com quatro colunas toscanas, arquitrave e cobertura por cúpula semi-esférica, possuindo tanque quadrangular simples. Lateralmente, a primitiva fonte manuelina, com arco ogival, encimado por brasão armoriado.
Planta quadrangular e regular, de massas simples e de tendência verticalista, com cobertura em cúpula. Voltada a N., possui quatro colunas toscanas, assentes em bases quadrangulares e encimadas por capitéis, delimitando a área do tanque. Um entablamento suporta a cobertura sobre o qual se desenvolve a cúpula semi-esférica encimada por pináculo. Painel de azulejos incaracterísticos, representando Santa Cristina. Tanque quadrangular ao nível do piso envolvente. Lateralmente e inserida no muro do lado E., a antiga fonte. Marcada por um arco apontado e encimada por brasão armoriado, vazio na dextra, ladeado por duas figuras fantásticas e encimado por coronel ducal *2. Em posição lateralizada, uma esfera armilar relevada.
Materiais
Granito.
Observações
*1 - é conhecido como Largo de Santa Cristina. *2 - Pinho Leal refere que o brasão de armas é do Cardeal Infante D. Afonso, filho de D. Manuel, que foi Bispo de Viseu entre 1520-23; na Grande Enciclopédia refere-se que o brasão representa as Armas de Castela presumindo-se ser de uma Infanta Castelhana, D. Joana de Castela, a Beltraneja, ou de D. Isabel, noiva do príncipe D. João, filho de D. João II e depois mulher de D. Manuel. *3 - deu à estampa um outro artigo com o mesmo título, publicado na mesma revista, vol. XV, 1956.