Arquitectura infraestrutural, barroca. Fonte de espaldar de planta côncava, com três panos divididos por pilastras, o central proeminente. Espaldar com nicho de arco a pleno centro e brasão em posição centralizada. Remate em cornija curva. Tanque rectangular com bordo redondo.
Chafariz de planta côncava, simples e regular. Alçado principal voltado a NE., formado por três panos, um corpo central e dois laterais, de menores dimensões, separados por pilastras almofadadas encimadas por pináculos de bola. Possui, em posição centralizada, um nicho de arco de volta perfeita, com a imagem policromada de São Francisco de Assis. É apoiado em duas finas pilastras de função meramente decorativa e encimado por um par de volutas, assente em pedestal e sobrepujado com o brasão heráldico da Casa Real Portuguesa. Como remate, friso e cornija curva, com cruz assente em pedestal. Tanque de planta rectangular e rebordos boleados, alimentado por duas bicas decoradas com motivos geométricos, semelhantes a rosetas. Panos laterais dispõem-se de forma simétrica, com semi-círculo e a zona superior recortada e volutada, surgindo, no exterior, fragmento de frontão. Alçado tardoz completamente revestido de azulejos azuis e brancos de tapete, em que na zona do frontão se enquadra, entre moldura, um painel, também azulejar, com as Armas da Cidade de Viseu.
Materiais
Granito e azulejos.
Observações
*1 - aponta a tradição que nesta fonte se passou o episódio, do Romance "Amor de Perdição", em que Simão Botelho, se batia por amor de Teresa de Albuquerque, que estaria na casa vizinha, a denominada "Casa do Arco", que foi pertença de D. António Albuquerque do Amaral Cardoso.