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Teatro de Tabuaço

Teatro de Tabuaço

O ponto de interesse Teatro de Tabuaço encontra-se localizado na freguesia de Tabuaço no municipio de Tabuaço e no distrito de Viseu.

Arquitectura cultural e recreativa, oitocentista, resultando na adaptação de um antigo armazém a teatro e cujo interior foi objecto, posteriormente à obra inicial, de duas remodelações significativas, a última no séc. 20. Edifício de planta rectangular simples, de volumetria horizontal e cobertura homogénea em telhado de duas águas, apresentando beirais salientes. Composição discreta, sem recursos decorativos, definida por fachadas de pano único, rebocadas e pintadas, rasgadas por vãos rectangulares sem moldura, com caixilharias de madeira, sobressaindo apenas, na fachada principal, a sacada do segundo piso sobre e entrada principal, com guarda em ferro. O Teatro de Tabuaço insere-se no grupo de auditórios de planta rectangular, de cena contraposta, com auditório comportando plateia rodeada por geral, balcão de 1ª ordem em forma de ferradura e dois camarotes de 1ª ordem junto à boca de cena. Tem um palco de configuração rectangular, com pendente, dotado de proscénio. Caixa de palco à altura da sala, englobando teia, varandas e subpalco. Dispõe de cabina de projecção em madeira. Trata-se assim de um auditório tipo A1 (salas de espectáculos) de 2ª categoria (entre 500 a 1000 lugares), com palco de tipo B2 (espaços cénicos integrados), com espaços de apoio dos tipos C1 (locais de projecção e comando), C2 (locais de apoio) e C3 (locais técnicos e de armazenagem) *.

Planta rectangular, desenvolvida segundo o eixo N.-S., em dois pisos e adaptada a um terreno desnivelado, de volumetria horizontal e com cobertura homogénea em telhado de duas águas. Composição simétrica e sóbria, com fachadas de pano único, rebocadas e pintadas, tendo a O. escada exterior adossada de acesso ao balcão. Fachada posterior cega, sendo as demais rasgadas por vãos rectangulares desprovidos de moldura, correspondendo os do piso térreo, nas fachadas laterais, às portas que asseguram comunicação da plateia (duas a E. e uma a O.) e palco (uma a E.) com o exterior. Na fachada principal distingue-se a janela de sacada, protegida por guarda de ferro forjado, a encimar a porta principal do teatro, centralizada, de maiores dimensões e de verga ligeiramente curva. Sobre a sacada encontra-se uma inscrição embutida, em madeira, com moldura de perfil contracurvo, identificando o edifício - " TEATRO LUIS DE FREITAS ". O primeiro piso do edifício é assinalado do exterior pela abertura regular de vãos que iluminam o balcão (três na fachada lateral E. e um na O.) e o foyer superior (duas janelas a ladear a sacada na fachada principal). INTERIOR - a organização dos espaços funcionais - públicos, cénicos e técnicos - realiza-se a partir da divisão simples de um rectângulo em três partes, sucedendo-se, depois de ultrapassada a porta principal, os espaços de estar e apoio para o público (foyers e circulações verticais), o espaço do auditório e os espaços cénico (palco) e técnico (a caixa de palco). Espaços de estar e apoio - Foyer térreo, de planta rectangular, paredes rebocadas e pintadas de branco, pavimento de betonilha pintada e tecto em madeira. Acessos à plateia e balcão de primeira ordem por, respectivamente, porta rasgada na parede fronteira à entrada e escada de dois lanços, também em betonilha pintada, localizada no ângulo direito do foyer. As bilheteiras, de atendimento ao público para o interior, encontram-se inseridas sob o vão da escada. O foyer do primeiro piso é similar ao térreo, embora lhe tenha sido introduzido, com uma alteração posterior, uma compartimentação criando duas salas de fumo, bem como uma estrutura em madeira, ao centro, destinada a cabina de projecção. O acesso ao balcão faz-se por duas portas rasgadas nos topos do foyer. Espaço do AUDITÓRIO: espaço independente, ligado ao palco pela boca de cena, de planta quadrangular (10, 5m x 10, 5 m) e balcão em forma de ferradura, contando com uma lotação de 530 lugares, distribuída por plateia (120), geral (300), balcão de 1ª ordem (110) e dois camarotes de 1ª ordem, junto à boca de cena. Plateia com pendente de 5%, de coxia longitudinal central e coxia transversal de boca, equipada de cadeiras amovíveis de estrutura de ferro fundido e com assento e espaldar de madeira. Pavimento também em madeira. Tecto falso constituído por painéis de fibras prensadas de cor bege. A geral rodeia a plateia, está desta separada por balaustrada de madeira, apresenta quatro filas de assentos corridos em madeira, interrompidos por quatro acessos ao exterior da sala, e encontra-se resguardada sob o piso do balcão de 1ª ordem. As paredes da sala, de cor branca, alternam zonas de reboco com zonas estucadas. A estrutura do balcão, em madeira, é suportada por arcaria com pilares de base quadrangular saliente e capitel simples, sendo estes elementos revestidos a chapa metálica pintada, em certas zonas sugerindo marmoreados. Os camarotes de 1ª ordem, junto à boca de cena e um de cada lado, encontram-se em plano ligeiramente recuado e rebaixado em relação ao perfil do balcão, embora mantenham a mesma guarda de ferro forjado pintado. Comportam uma ante-câmara de acesso. Espaços cénicos - o PALCO, ligado à sala pela boca de cena, tem 10 m de largura por 5 m de profundidade, com pendente de 3 %, paredes brancas, soalho de madeira disposto perpendicularmente à boca de cena e hipótese de acesso directo de carga ao palco (o vão de 2 m x 2 m encontra-se emparedado). A boca de cena, em arco ligeiramente abatido, é de estrutura em madeira, revestida por chapa metálica. O palco conta com proscénio. Espaços técnicos - A caixa de palco tem falsa teia de estrutura em madeira, um nível de varandas laterais e de fundo, também em madeira, às quais se acede através de escada de madeira do lado esquerdo da boca de cena, bem como de portadas junto aos camarotes de 1.ª ordem. Conta com subpalco que se encontra entulhado. Espaços de apoio à cena - os camarins localizam-se no subpalco, num espaço de pequenas dimensões.

Materiais

Granito, cimento, betão, madeira, ferro forjado, vidro

Observações

*1 Elementos que respeitam e adoptam a classificação do "Regulamento das Condições Técnicas e de Segurança dos Recintos de Espectáculos e Divertimentos Públicos", vide Anexo ao Decreto regulamentar n.º 34/95 (art. 2º e art. 3º). *1 O capital mínimo da sociedade deveria ser composto por um mínimo de 100$000 réis, correspondendo cada acção a 5$000 réis; a sociedade chegou a ter 300 sócios.