Arquitectura infraestrutural, barroca. Fonte de espaldar e tanque rectangulares, mostra uma estrutura austera de feição "chã", apresenta-se em forma sóbria, plana e regular; os elementos decorativos são barrocos, destacando-se o frontão debruado, a moldura recortada em ondulado; no plano superior ao centro insere-se, com destaque, o elemento simbólico dos valores nacionais numa pedra de armas; no topo das pilastras que delimitam o espaldar erguem-se duas urnas.
Planta longitudinal, composta pelos rectângulos do espaldar e do tanque, regular; o frontispício é formado pela caixa murária, está orientada a O., é de um pano delimitado lateralmente por duas pilastras com remate em urnas que se erguem no enfiamento daquelas. O espaldar é de um só registo, formado por alta parede rematada em frontão que se ergue estreitando de forma triangular, com o perfil dos lados recortado, e todo moldurado por lista colorida, sendo encimado por pedra decorativa. Na metade superior do pano sobressai, em ressalto, uma pedra de armas coroada como elemento simbólico. No plano inferior há uma bica de água e um ornamento em grande relevo. Em avançamento e afundado em relação ao nível do pavimento da rua, encontra-se um pequeno tanque de rebordo plano, receptor da água da bica, cujo escoamento se faz por rasgo da pedra formando pequena caleira esculpida no rebordo do muro, na parede lateral, e por esgoto aberto no chão; a área em redor do tanque está protegida por pequeno murete com passagem frontal com degrau, sendo pavimentada com calçada à portuguesa. Lateralmente, na banda esquerda, rasga-se pequena porta que leva à arca de água, moldurada com cantaria.
Materiais
Calcário, alvenaria de pedra, reboco
Observações
*1 Antigo Largo do Salinas, do nome João Salinas Benevides que foi, no século 19, proprietário do Palácio com o mesmo nome, cuja fachada dá para aquele largo (CALADO, 1993).