Arquitectura religiosa, rococó, popular, vernácula. Oratório de linhas despojadas, apresenta um notável painel de azulejaria atribuído à vasta produção da Real Fábrica de Louça do Rato, em Lisboa, na década de 1770.
Planta rectangular, simples, Cobertura homogénea em telhado de uma água de ab acorrida. Volume simples. Alçado principal virado a E. com soco revestido de reboco tirolês pintado de cinzento e remate em frontão triangular assimétrico que acompanha o remate do telhado da construção adjacente, rasgado por nicho em arco de asa de cesto, resguardado por duas portas com gradeamento de ferro forjado, formando composição de volutas em " S "e em " C ". INTERIOR: registo de azulejaria com moldura polícroma de azul, manganês e amarelo, com motivos vegetalistas e asas de morcego e figuração legendada de " S. AMARO. ", a azul e branco, representando o santo envergando vestes episcopais, com mitra, báculo e capa de asperges, em atitude de abençoar, enquadrado por fundo arquitectónico de pilastras.
Materiais
Parede de alvenaria de pedra e cal, rebocada e caiada, portas de ferro forjado, azulejos polícromos.
Observações