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Freguesia de Silvalde - Municipio de Espinho

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Entre a agricultura e a pesca, a terra e o mar. Assim é Silvalde!

 

Paróquia e freguesia milenária, anterior à firmação da nossa nacionalidade, a origem real do nome “Silvalde” sempre foi ambígua. Os pergaminhos e outros escritos dão conta de uma carta foral atribuída em 1288 pelo Rei D. Dinis. Mais tarde, há um registo a “Santa Cruz de Silvalde”, no Foral da Feira, por D. Manuel, em 1514.

Padroeiro da vila e comemorado a 25 de Julho, a Paróquia de Silvalde tem como patrono capitular, o Apóstolo S. Tiago, nome associado a várias colectividades locais. A Estrada de S. Tiago, uma das artérias que atravessa a freguesia deriva da passagem dos peregrinos e caminheiros que já desde o tempo de D. Dinis atravessavam Silvalde e aqui pernoitavam, numa rota rumo a Santiago de Compostela. Durante o seu reinado, D. Dinis percorreu todo o reino, impondo a ordem e a justiça. Nessa condição, terá certamente passado por Silvalde! A carta foral assim o determina.

Silvalde possui uma área geográfica de 6,18 km2 e pertence ao concelho de Espinho. Delimitada a oeste pelo Atlântico, faz fronteira terrestre com as freguesias de Paramos, Anta e Espinho, bem como com S. Paio de Oleiros (concelho de Santa Maria da Feira). De acordo com os cadernos do Recenseamento Eleitoral para o escrutínio das Presidenciais de 24 de Janeiro de 2016, tem 5994 eleitores.

Elevada a vila em 1 de julho de 2003, Silvalde foi sempre uma terra marcada pela pesca e pela agricultura, duas das atividades que se têm perpetuado na freguesia ao longo de séculos. Ainda hoje, a arte xávega é um dos símbolos silvaldenses e, apesar da rede já não ser recolhida por juntas de bois, os pescadores continuam a fazer-se ao mar, enfrentando o seu destino, para sustentarem as suas famílias. A indústria têxtil assumiu um papel muito relevante ao nível do desenvolvimento industrial da freguesia, essencialmente, no que respeita, à cordoaria e à tapeçaria.

 

NOTA HISTÓRICA SOBRE SILVALDE – ORIGENS –

 

“A paróquia de Santiago de Silvalde já existia antes do século XIII, e é registada como uma das do arcediago da “terra” de Santa Maria, pelo Censual do Cabido do Porto.

 

Os direitos de padrado do mosteiro de Grijó, que aqui possuía haveres vários, deviam existir já na alta Idade-Média; posteriormente, porém o dito padroado achava-se repartido entre os cónegos do dito mosteiro, o bispo da diocese e o papa, que representavam alternadamente o abade. Este, no séc XVII, possuía ainda uns 350 mil réis de rendimento anual.

 

Igualmente importantes para a historia local propriamente dita e para a arqueologia local são dois documentos de 1284, um régio (de D. Dinis) e outro forense, ambos respeitantes à questão entre a coroa, o abade da freguesia e o povo, de um lado, e o abade e o convento de Pedroso, por outro, sobre os limites da parte foreira à coroa, de Silvalde. A descrição dos mesmos fornece elementos arqueológicos de vulto, pois fala do Castro de Ovil e de uma mamoa ou orca, pelo menos, dentro dos ditos limites. Alegava a parte real que o termo era pelo rio Maior incluindo em Silvalde (então já Silvadi) o lugar de Castro de Ovil – o próprio D. Dinis, tão certo do seu direito, chama lugar de Silvalde «minha vila foreira de Silvadi» - o que a parte monástica contestava, pretendendo entrar em Castro Ovil, «que é o termo de Silvadi» (diz a carta régia).

 

Venceu a demanda de D. Dinis, e de facto se lavrou documento tabeliónico, em que o mosteiro entrega ao rei o Castro de Ovil, segundo estes limites de Silvalde: «por miogo da fonte que chamam de Loureiro e como se vai à mamoa terrenha» vê-se que o momento pré-histórico ainda estava recoberto da sua camada de terra, ao contrário das já então ditas «mamoas pedrinhas», (a que aludem vários documentos da época), etc. Fala-se, ainda, de uma «lagoa» existente no rio, à qual chegavam os referidos termos.

 

Esta Freguesia foi anexada ao concelho de Espinho, por decreto de 11-X-1926. Antes pertencia ao concelho da Feira, de cujo foral dado a 10-11-1514, beneficiou.”

 

[Fonte: Reprodução “cidades e vilas de Portugal”, de Correia de Azevedo 1961]

 


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