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Surrender em exibição no Museu do Oriente

Surrender em exibição no Museu do Oriente
O Museu do Oriente apresenta uma série de quatro documentários, intitulada “Surrender”, sobre as memórias dos combatentes nas ex-colónias indianas que, 50 anos mais tarde, recordam a experiência de guerra, nos dias 13 e 27 de julho, 10 e 24 de agosto, às 17h00, no Auditório, com entrada livre. 

Com argumento e realização de Fernanda Paraíso e produção da Terra Líquida Filmes e RTP, este projeto recolheu testemunhos presenciais na Índia, inéditos e inesperados, e procurou documentar a passagem do tempo na memória dos lugares.Foi na madrugada do dia 18 de dezembro de 1961 que a União Indiana traspôs as fronteiras de Goa, Damão e Diu e deu início à invasão do Estado Português da Índia.

A Operação Vijay é encarada, pelo lado indiano, como uma guerra de libertação. 

13 de julho
EPISÓDIO I - DIU
Diu foi o primeiro distrito a ser atacado, à 01h30 da madrugada do dia 18 de dezembro de 1961, e o primeiro a render-se, pelas 16h00 horas. Durante a noite, os postos fronteiriços conseguiram repelir os atacantes com a ajuda da artilharia, posicionada na Fortaleza. A partir da alvorada, a aviação indiana arrasou os postos e bombardeou a Fortaleza, que sofreu ainda o fogo de um cruzador. A lancha de fiscalização VEGA combateu heroicamente contra uma esquadrilha de jatos. Na manhã do dia 19, o exército indiano entrou na cidade, pondo fim a 428 anos de ocupação portuguesa.

 27 de julho
EPISÓDIO II - DAMÃO
Os marinheiros Silva e Freitas recordam o combate da lancha VEGA, em Diu, e as mortes do seu comandante e de um artilheiro. Damão foi o segundo distrito do Estado Português da Índia a ser atacado pelas tropas indianas, que atravessaram a fronteira pelas 02h00 horas, do dia 18 de dezembro de 1961, sem serem detetadas. De madrugada, a artilharia indiana abriu fogo contra as duas fortalezas, causando baixas entre os civis. As tropas portuguesas, entrincheiradas, conseguiram opor-se ao avanço indiano, mas acabaram por retirar sob pressão da aviação e da artilharia. Damão rendeu-se no dia 19, pelas 09h00 horas. 10 de agosto

EPISÓDIO III - GOA
Embora no dia 17 já houvesse dois militares portugueses mortos em combate, Goa é o último distrito do Estado Português da Índia a ser invadido pelas tropas indianas, que avançam pelas 4 horas da madrugada, em três frentes de ataque. Ao amanhecer, a ilha de Angediva é atacada por dois navios de guerra indianos; pelas 07h30, a aviação bombardeia os alvos estratégicos: aeroporto, Estação Radionaval e Emissora de Goa; e, cerca do meio-dia, três navios de guerra abrem fogo contra o Afonso de Albuquerque, fundeado na foz do rio Zuari. 

24 de agosto
EPISÓDIO IV – GOA – PARTE II
Perante a esmagadora desproporção de forças e sem armamento para fazer frente aos carros de combate e à artilharia indiana, a destruição das pontes é a única arma de retardamento das tropas portuguesas. ”Fim: evitar morticínio da população e dada a falta de meios oferecer qualquer espécie de resistência. Reuni oficiais chegando à conclusão que a memória de portugueses seria melhor conservada no espírito de goeses. Não os obrigar a cair connosco”justifica o major Tenreiro, comandante das tropas sitiadas na capital, que se rende ao cair do dia. Durante a noite, resiste o Forte da Aguada, que desconhece a situação em Goa.

A rendição oficial é assinada pelo general Vassalo e Silva no dia 19. “SURRENDER”SÉRIE DE QUATRO DOCUMENTÁRIOS
13 e 27 de julho, 10 e 24 de agosto
Horário: 17h00
Auditório
Preço: Entrada livre

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