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XIX FEIRA DO LIVRO: Maria Teresa Lopes Pereira e Catarina Beato

XIX FEIRA DO LIVRO: Maria Teresa Lopes Pereira e Catarina Beato
No dia 12 de dezembro (sábado) há dose dupla de apresentações de obras literárias na Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal, no âmbito da XIX Feira do Livro. Às 15h, MARIA TERESA LOPES PEREIRA dá a conhecer a sua monografia académica “Os cavaleiros de Santiago em Alcácer do Sal”, com prefácio do conceituado historiador José Mattoso e publicado com o apoio da Câmara Municipal; às 21h é a vez da autora do blogue “Dias de uma Princesa”, CATARINA BEATO falar sobre o seu romance “Provo-te”, que reflete sobre o amor. » MARIA TERESA LOPES PEREIRA Maria Teresa da Silva Ferreira Lopes Pereira é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1975) e Mestre em História Medieval pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1998), a que continua ligada através do Instituto de Estudos Medievais (IEM). Foi professora de História e História de Arte no Ensino Secundário até 2005, tendo colaborado com o Ministério da Educação sobretudo na elaboração de provas de avaliação. Tem empreendido trabalhos de investigação no âmbito da História Medieval e do início da Idade Moderna, de que resultou um conjunto significativo de artigos publicados em revistas, jornais e atas de congressos centrados nas temáticas das Festas, Sociabilidades e Quotidiano da Ordem Militar de Santiago da Espada e da História de Alcácer do Sal. » “OS CAVALEIROS DE SANTIAGO EM ALCÁCER DO SAL”, DE MARIA TERESA LOPES PEREIRA “A partir de uma visão intuitiva de uma Alcácer medieval imaginária, [Maria Teresa Lopes Pereira] decidiu dar-lhe realidade por meio da reconstrução dos vestígios poupados pelo tempo. Colecionou-os com minúcia, autenticou-os pela crítica histórica, inseriu-os num espaço-tempo coerente. A Alcácer imaginada foi ganhando vida. O afinco com que Maria Teresa Lopes Pereira vai estudando a Ordem de Santiago lembra a paciente reconstituição, peça a peça, de um puzzle complicado; ou a minuciosa tecelagem, fio a fio, de uma tapeçaria sempre incompleta; ou o restauro, pedra a pedra, de um mosaico inacabado. Com a atenção e a persistência de quem pratica um ritual. Com a devoção de um peregrino. Acima da tarefa técnica, racional e metódica, definida pelos preceitos da crítica histórica, esconde-se a busca de um sentido transcendente. O que a distingue e lhe dá qualidade é o fervor com que o faz. Tal como o fervor de que fala Saint-Exupéry, aquele fervor que dá sentido à construção de um «império», à subida a uma montanha, à viagem de um navio, à entrega ao amor, à guarda de uma fantástica Cidadela. Aquele fervor que pode transformar os vestígios mortos do passado em verdadeiros e insuspeitados tesouros, e assim lhes descobrir um valor sem preço.” [José Mattoso (do Prefácio)]. ***** » CATARINA BEATO “Nascida em Lisboa, criada em Almada, no lado esquerdo do Tejo, no lado certo da vida. Aluna de cadernos irrepreensíveis e de um medo irracional que me passassem a bola. Cheia de certezas absolutas, perdidas na idade adulta. Trabalhei em (quase) tudo. Trabalhei muito. Fui estagiária e escrevi legendas. Viajei e escrevi manchetes. Perdi-me, reencontrei-me, voltei a perder-me. Fiquei desempregada. Decidi (re)aprender a viver. Produzo conjugações de caracteres com muitas formas. Alimento um diário que se tornou público e que me aquece aquilo a que se chama alma. Aquilo de que mais gosto: escrever histórias. Histórias de amor. Seja qual for a forma de amar. Sou mãe, apaixonada, orgulhosa, galinha e chata, de dois rapazes. Sou a mesma miúda de Almada que ouvia músicas em repeat num quarto desarrumado com vista para o Tejo. Sou suburbana, mimada e menina-do-meu-pai. Sou mãe. É essa a minha essência.” » “PROVO-TE”, DE CATARINA BEATO Aos 14 anos acreditava que todas as histórias de amor eram como nos filmes de domingo à tarde. Demorei algum tempo a digerir a desilusão de que, na vida real, as histórias não são exatamente como nos filmes. Ou a desilusão de nunca me ter calhado uma história como essas. É mais fácil pensar que não existem histórias como nos filmes do que aceitar que nunca nos cruzámos com a nossa. Optei pela primeira hipótese. “Provo-te” (Marcador, 2015) é um livro de amores com doze meses, doze cidades, doze receitas e doze ilustrações. Oferece doze histórias de amor com um final feliz, mesmo quando este não é muito evidente, oscilando entre amores de filmes de domingo à tarde e histórias mais tristes, mas com um twist otimista. As ilustrações e receitas de Ana Gabriela Pereira tornam o livro especial, um item de colecionador.

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