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O Tacho do Tesouro - Mexilhoeira- Portimão

Há muitos muitos anos, existiu um palácio na Mexilhoeira, onde habitava uma mulher conhecida como Dona Zarolha. As ruínas desse palácio eram ainda evidentes no século XVIII.

 

Uma noite, transpirando abundantemente, acordou de um sonho que muitoa perturbara: dirigia-se por uma estrada em direcção ao sítio da Rocha, quando inesperadamente, perto de uma alfarrobeira, vislumbrou meio enterrado, um pote cheio de ouro, protegido por um mouro encantado, que entregaria o referido tesouro a quem o beijasse precisamente à meia noite.

 

Dona Zarolha, vendo a melhoria que a sua vida poderia ter, voltou na noite seguinte procurando a suposta alfarrobeira que lhe aparecera no sonho.

 

De facto, a mágica árvore lá se encontrava, inocentemente depositada no meio de muitas outras. Começou então a esgravatar a terra, recorrendo a paus e pedras que por ali se encontravam, para ajudar na sua tarefa. Por fim, o brilho do ouro ofuscou-a, tal era a sua abundância. Porém, uma criatura viscosa e asquerosa, descansava em cima do dito: um enorme sapo. 

 

Enojada e com o estômago revolto, Dona Zarolha apercebendo-se que teria de beijar o animal, voltou costas e correu para casa.

 

A sua atitude viria no entanto a custar-lhe caro, já que o encantamentoo do mouro se fortaleceu sobremaneira.

 

Alguns dias depois, voltou a ter o mesmo sonho, repetindo-se o mesmo nas duas noites seguintes. 

 

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Mentalizada para o que a esperava, dirigiu-se de novo à alfarrobeira, decidida a fazer o que fosse necessário para recolher tão grande riqueza, confortando-se ao pensar que o nojento momento duraria apenas um breve segundo.

 

Desta forma, desenterrou o tesouro à meia noite em ponto, e esticou os lábios, cerrando com força os olhos. Mal o sapo tocou a sua boca, um olho saltou-lhe da órbita, observando no entanto com o olho que restara, uma magnífica transformação.

 

O sapo era agora um belo mouro que a aconselhou antes de desaparecer, que ali voltasse todas as noite à meia noite para levar uma parte do tesouro até não restar uma única peça de ouro.

 

A mulher, apesar se ter ficado apenas com um olho, fez o sugerido, recolhendo noite após noite todo o tesouro, construindo uma riqueza que lhe permitiria viver em grande até ao final da sua vida.

 

Não se sabe se Dona Zarolha cconstituiu família. O que se sabe de facto é que a fama da sua riqueza se estendeu de tal forma a todo o reino, que muita gente de terras longínquas se deslocava à Mexilhoeira para lhe pedir empréstimos, algo que Dona Zarolha nunca recusava.

POR: PNMF




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