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SUPERLUA de Sangue e de Lobo

Publicado em: Janeiro 2019

Se é apaixonado pelo espaço, ou se gosta de apreciar a beleza num dos seus estados mais puros, então este momento não pode passar-lhe ao lado, sendo um verdadeiro 3 em 1.
Terá de madrugar ou fazer uma direta, é certo, mas assistirá a um espetáculo único.
É já no dia 21 de Janeiro de 2019 que quem esteja na América, Noroeste de África ou a Oeste da Europa, vai poder assistir a um eclipse total da Lua (mais popularmente conhecida como Lua de Sangue), podendo ainda assistir-se a uma Superlua.
Este fenómeno de eclipse total da Lua é tão pouco frequente que é estimado, de acordo com a NASA, que apenas volte a ocorrer de novo em Maio de 2021.
Este fenómeno ocorre quando a Terra se posiciona diretamente entre o Sol e a Lua e a Lua se situa na sombra da Terra. Assim, para que este tipo de eclipse ocorra, tem de haver um alinhamento perfeito entre os três astros: Sol, Terra e Lua, já que se assim não acontecer, o eclipse será apenas parcial, ou mesmo inexistente.
Durante o eclipse lunar total a Lua adquire um profundo tom vermelho alaranjado ou até acastanhado dado receber a luz do Sol que passou através da atmosfera terrestre e que foi direcionada por refração para a Lua. Graças a esta coloração são muitas as pessoas que a designam de Lua de Sangue, como já deve ter ouvido falar.
De ressalvar no entanto, que esta cor depende muito do pó existente na atmosfera terrestre, já que a atmosfera dispersa a luz azul e verde, que têm comprimento de ondas mais curtos, mas deixa passar a vermelha com comprimento de onda maior. Quanto mais pó existir na atmosfera, mais escuro será o vermelho.
De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, o eclipse total começa na madrugada de 21 de Janeiro, por volta das 4h41 terminando por volta das 5h44. Já o eclipse parcial ( que precede e sucede o total) poderá ser visível entre as 3h34 e as 4h41 e entre as 5h44 e as 06h51).
O termo Superlua tem a ver com o facto de estarmos perante Lua cheia ou nova na sua máxima aproximação à terra aquando da sua órbita (Perigeu), a cerca de 363000km da Terra, parecendo bastante mais brilhante e grande (14% maior e 30% mais brilhante).

A juntar a estas duas ocorrências assinala-se ainda o facto de a Lua cheia ser em Janeiro, motivando o nome de "wolf moon", ou “Lua de lobo” (por motivos mais místicos), dado que em algumas culturas era comum as pessoas sentarem-se nas longas noites de inverno a ouvirem os lobos uivarem lá fora, devido à escassez de alimento.
Ao contrário do que sucede no eclipse solar, é seguro olhar para a Lua sem a proteção que os óculos escuros oferecem, já que tal como os objetos que vemos no dia a dia, a Lua “apenas” reflete a luz do Sol. Durante o eclipse, essa luz refletiva é ainda menor dado que a Lua se vai localizar na sombra da Terra.
Este fenómeno triplo poderá ser visto a olho nu, se as condições climatéricas assim o permitirem. Para ao mais entusiastas, poderão ser utilizados binóculos ou mesmo um telescópio. Neste caso, poderá ser útil a utilização de um filtro no telescópio para as áreas mais brilhantes do eclipse, para reduzir a intensidade da luz.
Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa, a Lua em Lisboa nasce às 17h06 de dia 20 e põe-se às 08h22 de dia 21, o que quer dizer que, se as condições climatéricas forem favoráveis, será possível acompanhar o eclipse na sua totalidade.

POR: PNMF




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