Casa abastada, típica de morgado rural calhetense, construída ou reconstruída no séc. 18 sobre uma outra pré-existente, caracterizando-se pela simplicidade e sobriedade de linhas. Apresenta planta retangular composta, e fachadas evoluindo em dois pisos, com amplo forno saliente e chaminé a norte, rasgadas por janelas de peitoril, com caixilharia de guilhotina, no primeiro piso e de varandim no segundo, tendo uma das janelas no lintel a data de 1752 inscrita. Segundo Fernando Oliveira a casa integra-se num conjunto de grandes casas senhoriais calhetenses, como são o caso dos morgados de João Fernandes do Arco e Francisco Homem de Gouveia. Os corpos modernos foram construídos numa cota inferior, com formas cúbicas, revestidas a cantaria e com coberturas planas, preservando assumidamente e radicalmente toda a dimensão livre da paisagem
Edifício de construção rústica em pedra, de planta retangular com corpo semicircular de um forno a norte e corpo retangular com escada de acesso ao segundo piso formando terraço a sul. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de telha portuguesa "meia mourisca" a quatro águas no corpo central, sobre beiral duplo, ampla chaminé a norte, e de cantaria negra a uma água no forno. Fachadas rebocadas e pintadas a amarelo, com friso superior pintado de branco e portais e janelas de verga reta simples em cantaria regional. Fachada principal virada a este com entrada principal a nível do primeiro piso, rasgado por portas e janelas de peitoril, com caixilharia de guilhotina; no segundo piso, abrem-se janelas de varandim, com guarda em ferro. A escadaria de pedra, disposta a sul, é protegida por porta e varandim de ferro forjado que dá acesso ao terraço desenvolvido sobre o primeiro piso daquele corpo. No INTERIOR, ao nível do primeiro piso, funciona uma sala de exposições e museu etnográfico; o vestíbulo dá acesso a uma sala com dois fornos de cantaria e uma escada de caracol faz a ligação ao segundo piso, onde funciona a Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian. Os pavimentos são de madeira de carvalho e o teto do primeiro piso é de masseira, também de madeira de carvalho. NÚCLEO MODERNO composto por vários corpos, revestidos a pedra e com coberturas planas, integrando canteiros, alguns protegidos por guardas em ferro, criando como que um labirinto, com caminhos estreitos. No interior constituem salas de exposição, auditórios e serviços.
Materiais
Estrutura em pedra, rebocada e pintada, ou revestida a cantaria; molduras dos vãos e outros elementos em cantaria regional; madeira de carvalho; guardaas em ferro.
Observações