Arquitetura de comunicações, eclética. Estação de correios, de planta retangular simples, de espaço único, situado num amplo declive, levando à existência de três pisos abaixo do solo. Fachadas viradas à via principal marcadas por cunhais apilastrados, encimados por pináculos piramidais, a principal simétrica, com remate em espaldar contracurvo, elevado relativamente à cobertura, com a cornija do remate protegida por telha; possui portal de verga recta e moldura recortada, ladeado por janelas de peitoril de molduras recortadas, surgindo, no exterior, uma bífora com moldura comum. Interior com vestíbulo de atendimento, com silhar de azulejo de padrão inspirado nos tapetes do séc. 17, com pavimento cerâmico, formando elementos geométricos, possuindo dois corredores laterais que ligam às alas laterais e por escadas aos pisos inferiores.
Planta rectangular simples e regular, de volume simples de disposição na vertical, com cobertura homogénea em telhado de quatro águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, evoluindo em um e quatro pisos, adaptando-se ao forte declive do terreno, rematadas em cornija e beirada simples. Fachada principal voltada a NO., com apenas um piso, estando flanqueada por cunhais apilastrados, encimados por pináculos piramidais em cantaria de granito, com embasamento em cantaria de granito, rasgado por respiradouros jacentes, protegidos por grades metálicas, encimado por silhares de azulejo policromo decorativo, formando apainelados envolvidos por acantos, que se entrelaçam. Está dividida em três panos, o central mais elevado pelo remate em espaldar contracurvo, com volutas na zona inferior e remate em cornija angular, protegida por telha. Neste, com acesso por escadaria de dois lanços convergentes, com cinco degraus, possuindo guarda em ferro forjado pintado de verde, rasga-se porta de verga recta e moldura recortada em cantaria, protegida por duas folhas de madeira almofadada, pintada de verde, com postigos de vidro simples e grades metálicas e bandeira; sobre este, surge o escudo português inscrito numa estrela, símbolo da cidade e as iniciais da instituição que se encontra sediada no local: "APPACDM COVILHÃ". Nos panos laterais, uma janela de peitoril com moldura de cantaria recortada, sublinhada por cornija angular, e por uma bífora envolvida por moldura de cantaria, que forma superiormente arco abatido, acompanhado por cornija contracurva, ambas prolongando-se inferiormente, formando falsos brincos e a segunda falso avental. Fachada lateral esquerda, virada a NE., encontra-se adossada, tendo a oposta cunhais encimados por pináculos piramidais em cantaria, rasgada por duas janelas semelhantes às dos panos laterais da fachada principal, com uma janela de peitoril e uma bífora. Fachada posterior de quatro pisos, divididos por friso, formando um pequeno ângulo no lado esquerdo, adaptando-se ao terreno, surgindo, no piso inferior, duas portas de verga recta e molduras simples em granito, protegida por duas folhas, tendo uma delas bandeira, um portão de três folhas em ferro e duas janelas de peitoril, com o peito e a verga em cantaria; em cada um dos pisos superiores, surgem sete janelas de peitoril, semelhantes às anteriores. INTERIOR com paredes rebocadas e pintadas de branco, possuindo tectos planos de madeira e pavimento em soalho, excepto o vestíbulo, com pavimento cerâmico, formando elementos geométricos, e os corredores, com tijoleira. O vestíbulo possui silhar de azulejo de padrão policromo geométrico. A partir do vestíbulo, saem, através de duas portas de verga recta com duas folhas de madeira e bandeira, dois corredores, para as alas laterais, onde se situam as escadas de acesso aos pisos inferiores.
Materiais
Estrutura em alvenaria de granito, rebocada e pintada; modinaturas, embasamento, frisos, cunhais, pináculos, escadas em cantaria de granito; guarda das escadas e grades em ferro forjado; caixilharias de madeira e vidro simples; portas e pavimentos de madeira; pavimentos em tijoleira e material cerâmico; painéis de azulejo industrial; cobertura exterior em telha marselha.
Observações