Torre medieval, de planta quadrangular com disposição verticalista das massas, evoluindo em dois pisos; com poucas fenestrações, sobretudo em nível superior, por frestas geminadas de arco apontado com lintel. Na fachada virada a O., surge balcão retangular com mata-cães. Semelhanças com o Castelo ou Torre de Ferreira de Aves (v. IPA.00004252). É provável que originalmente tenha sido uma atalaia ou torre de vigia. É de destacar a harmonia estética do conjunto, uma vez que a construção do solar seiscentista integrou de forma coerente a torre medieval.
Torre de planta quadrangular de massa simples, de tendência verticalista e com cobertura em telhado de quatro águas, evoluindo em dois pisos, com coincidência do exterior com o interior. Fachadas em cantaria aparente coroadas por pináculos piramidais, com embasamentos marcados, possuindo as fachadas E. e S. parcialmente adossadas a um dos extremos do solar, de planimetria em L, que se dispõe em volta do núcleo original. A fachada principal está virada a E., possuindo acesso por interior da casa, precedido por escada de pedra com guarda de ferro, virada a N.. Ao nível do segundo piso, abre-se janela geminada, de lumes estreitos e com mainel central. Na fachada lateral S., abre-se ao nível do piso superior, janela semelhante, geminada, de lumes estreitos. A fachada N. apresenta também uma janela geminada, de lumes estreitos ao nível do segundo piso. A fachada O. apresenta, no nível superior, balcão retangular com mata-cães assente em mísulas e, no mesmo plano, janela geminada de lumes estreitos. INTERIOR com paredes em cantaria de granito, incaracterístico.
Materiais
Estrutura em granito.
Observações
A Torre da Lagariça ficou imortalizada na obra de Eça de Queiroz, A Ilustre Casa de Ramires.