Arquitectura religiosa, maneirista e neoclássica. Capela de planta longitudinal composta por uma nave com coro-alto e capela-mor. Fachada principal terminada em frontão recortado e com vãos em eixo, composto por portal de volta perfeita, ladeado e sobrepujado por janelas. Interior com coberturas em falsa abóbada de berço abatido, com altares neoclássicos e esculturas seiscentistas.
Planta longitudinal, composta por nave e capela-mor rectangulares. Volumes articulados com cobertura indiferenciada em telhado de 2 águas. Frontaria virada a SE., revestida a azulejo policromo, com cunhais apilastrados que suportam uma cornija sobrepujada por frontão recortado, com ático central perfurado por óculo em losango, encimado por cruz e ladeado por aletas. Portal axial, em arco pleno sobre pilastras, enquadrado por pilastras suportando entablamento coroado por bolas; é ladeado por janelas rectangulares gradeadas e encimado por uma outra, de guilhotina. INTERIOR de uma só nave, com coro-alto com escada de acesso no lado do Evangelho, guarda-vento e paredes com lambril em azulejo monocromático. Púlpito quadrado sobre mísula, com balaustrada em madeira, colocado do lado da Epístola. Altares laterais postos de ângulo, em talha pintada, com nicho central enquadrado por colunas compósitas suportando entablamento e frontão. Arco triunfal de volta inteira revestido de talha pintada. Tecto em falsa abóbada de berço abatida sobre cornija de cantaria. Capela-mor com duas portas rectangulares na parede testeira, retábulo em talha pintada, com nicho central enquadrado por colunas compósitas coroadas por urnas e frontão. Pavimentos em soalho e tecto em abóbada de berço abatida suportada por cornija e com clarabóia quadrangular zenital.
Materiais
Alvenaria de granito, azulejo, cantaria de granito nos vãos, varandas, cunhais, cornijas e frontão, madeira nos pavimentos e altares, cobertura em telha.
Observações
*1 - A Confraria dos Sapateiros, fundada em 18 de Maio de 1620, congregava sapateiros, surradores, curtidores e corrieiros. Como memória por ter estado instalada na capela dedicada a São Crispim e São Crispiano, situada junto à "Porta do Postigo", conserva ainda nas proximidades um nicho com uma imagem, em pedra policroma, de São Crispim.