Forte de construção seiscentista, de planta pentagonal composta por cinco baluartes irregulares, quatro laterais, de estrutura igual dois a dois e unidos por cortinas semicirculares e o quinto mais largo. Paramentos em talude, de cunhais aparelhados sobrepujados por guaritas circulares, apresentando uma única entrada, com portal de arco de volta perfeita, e escarpa interior em torrão. É envolvido por contra-escarpa igualmente em torrão. Forte de pequenas dimensões, já não possui cordão e parapeitos, o remate do portal de acesso e a abóbada do túnel de entrada, nem os edifícios do interior, conservando contudo as guaritas, com cúpula exteriormente piramidal, propositadamente colocadas nos ângulos dos baluartes.
Planta pentagonal composta por cinco baluartes irregulares, quatro dispostos lateralmente, tendo dois a N. e outros dois a S., de estrutura igual dois a dois, e o quinto a E., mais largo, unidos por cortinas rectas e, entre os dois baluartes laterais, cortinas semicirculares. Paramentos dos panos de muralha e baluartes em talude, em cantaria irregular, disposta a seco, e cunhais aparelhados, já não possuindo o cordão nem parapeitos da escarpa. Em cada um dos ângulos avançados dos baluartes, erguem-se guaritas circulares, assentes em mísulas, também circulares, possuindo cordão saliente inferior e superiormente e sendo cobertas por cúpula exteriormente piramidal; têm acesso por vão recto e são rasgadas por dois vãos rectangulares superiores. Apresenta uma única entrada, rasgada na cortina sensivelmente a SE., com portal de arco em volta perfeita, de aduelas largas assente nos pés direitos, sendo encimado por cornija recta. Transposto o portal, a zona do túnel da antiga entrada coberta já não possui a abóbada que a cobriria, tendo no seu término um outro vão de arco em volta perfeita igualmente de aduelas largas assente nos pés-direitos. O recinto interior, encontra-se muito assoreado e totalmente coberto de vegetação, não apresentando visíveis as rampas de acesso aos baluartes. Ao longo da cortina frontal ao portal, os paramentos têm vários vãos rectangulares marcados dos antigos quartéis que ali se adossavam e de que já não existem outros vestígios. O forte é envolvido por fosso, com largura de cerca de 4 m. e profundidade difícil de definir devido ao assoreamento e contra-escarpa, construído em torrão, actualmente coberto por vegetação, o qual, segundo desenhos antigos, possuía caminho coberto. O fosso tem apenas acesso a partir de um corte da contra-escarpa fronteiro ao baluarte E..
Materiais
Estrutura em silhares graníticos ou em alvenaria irregular em dois paramentos, ligados com argamassa e interiormente preenchido com terra e seixos (torrão); cunhais dos baluartes e vãos em cantaria aparelhada; fosso escavado no afloramento; contra-escarpa em torrão.
Observações
*1 - O Forte de Lovelhe é classificado conjuntamente com a Estação Arqueológica de Lovelhe (v. IPA.00006445). *2 - Encontra-se em elaboração um plano global de valorização e musealização do Forte com a estação arqueológica de Lovelhe. As sondagens arqueológicas permitiram verificar que o forte foi construído num curto espaço de tempo, talvez até apressadamente. A limpeza num sítio que fora cortada a muralha para a passagem de carros de bois que se pretendia que circulassem no fosso para transporte de madeira, lenha e mato, permitiu saber que ela havia sido alteada à custa da recarga de terras com colorações bem diferenciadas.