Gruta artificial escavada na rocha e usada como túmulo colectivo, solução funerária divulgada na área mediterrânea ao longo do 3º milénio e até meados do 2º a. C. e característica da cultura Eneolítica. É integrada por Manuel Farinha dos Santos na tipologia das grutas do Centro de Portugal. Parcialmente destruída mantendo apenas parte da câmara.
Abre-se nas camadas cretáceas, vulgarmente designadas por "grês de Torres", apresentando actualmente apenas a câmara com a abóbada e a parte lateral N. destruídos por violadores. Se teve corredor, foi destruído por um corte feito para abertura de um caminho.
Materiais
Calcário
Observações
Ainda que um pouco esmigalhado, o espólio da gruta da Ermigeira é bastante rico, sendo constituído por objectos de silex, cerâmica, osso e metal. Destaca-se uns brincos oválados feitos de folha de ouro e com decoração muito simples, com 2 séries de pontes a "repuxado". São os mais antigos que se conhecem em Portugal.