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Forte no Lugar de Paimogo

Forte no Lugar de Paimogo

O ponto de interesse Forte no Lugar de Paimogo encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Lourinhã e Atalaia no municipio de Lourinhã e no distrito de Lisboa.

Arquitectura militar, barroca. De planta regular compõe-se de um único corpo com casa forte de planta rectangular, terreiro lajeado e terraço e no interior por corpo principal constituído por 3 divisões maiores, onde seriam os quartéis e por 2 outras dependências onde eram utlizadas ou como casernas ou como paióis. O corpo principal do Forte é semelhante ao Forte de Milreu na Ericeira (v. PT031109060052 ) edificado na mesma altura. Constitui o 2º ponto fortificado a S. de Peniche e integra-se na 2ª linha fortificada, de Peniche a Cascais e à barra do Tejo. Exemplar quase único de fortificações posteriores à Restauração sem alterações arquitectónicas. Faz parte de um conjunto de fortes constituídos no reinado de D. João IV para defesa da costa contra possíveis investidas de barcos espanhóis. Está ligado à história militar porque a pequena enseada protegida pelos seus fogos, serviu de desembarque às tropas inglesas que vieram reforçar as forças anglo-lusas do comando do marechal Wellington que tomaram parte no combate da Roliça e Batalha do Vimeiro *5, aquando da 1ª invasão francesa em 1808. Situando-se no limiar do barroco, constitui um valioso exemplar de arquitectura militar do séc. 17 do tipo abaluartado, chamado "obra corna"

De planta regular e envolto por terreno murado o Forte compõe-se de um único corpo de bateria virada ao mar a O, no lado oposto, a E., de casa forte de planta rectangular com baluartes nos ângulos, no lado S., por terreiro lajeado com poço e, no lado N., por frontispício. Nos cunhais, guaritas cilíndricas de cobertura cónica, com excepção do lado S. No frontespício, recuado em relação aos baluartes, abre-se um portal de arco pleno ladeado de pilastras em alambor, encimado por lápide com inscrição datada de 1674 e pedra de armas rematada por cruz. A casa forte com abóbada de berço é encimada por terraço guarnecido por lajedo, coroado por parapeito onde assentava a artilharia (defesa a tiro de fuzil) *3. O acesso ao terraço é feito por 2 escadarias disfarçadas que se acham aos cantos da fachada S. INTERIOR: o corpo principal é constituído por 3 divisões maiores, onde seriam os quartéis e por 2 outras dependências que eram utilizadas ou como casernas ou como paióis. A abertura do portal principal prolonga-se até à fachada S. pelo interior onde se abre novo portal pleno.

Materiais

Cantaria de calcário

Observações

*1 - no Museu de Peniche existe uma pedra com a inscrição: «ESTAS CASAS SÃO DE PAIO MOGO», que se julga ter feito parte da ombreira de uma porta de entrada e ser anterior a 1500. Paimogo é o nome de um dos casais próximos do qual o Forte tomou o nome; *2 - «Está elevado sobre o plano do mar mais de 50 palmos, defende terreno próprio de praia e está capaz de edificação» (SERRA, 1796); *3 - o Paimogo e terrenos seus dependentes estavam inscritos em 1988 na Matriz Predial sob o Artigo 4872 a fls. 55 do Liv. B-M com a seguinte área e confrontações: área 48600 m2; confronta com o N. com ribeiro; do S. com Edmundo Gonçalves de Almeida e outros; do nascente com José Fortunato Cecílio e outros e do poente com arribas e o mar; *4 - horário do Posto de Turismo: 09.30 h - 12.30 h / 14.00 h. - 18.00 h. Encerra ao sábado e domingo; *5 - na área envolvente à zona do padrão do Vimeiro (v. PT031108080005) está colocado um painel de azulejos acerca de "Paimogo/19 Agosto 1808/Desembarque da brigada Anstruther"