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Castelo dos Mouros

Castelo dos Mouros

O ponto de interesse Castelo dos Mouros encontra-se localizado na freguesia de Beça no municipio de Boticas e no distrito de Vila Real.

Aglomerado proto-urbano. Povoado proto-histórico com ocupação romana. Povoado fortificado / castro com construções habitacionais de planta circular ou rectangular, circundadas por duas linhas de muralhas, reforçadas por uma linha de defesa exterior e fossos. Três fossos escavados no afloramento; pedras fincadas nas cristas dos taludes separadores dos fossos; campo de pedras fincadas; rampas de acesso adossadas à muralha.

Povoado fortificado proto-histórico e romanizado, circundado por duas linhas de muralha, apresentando, na vertente E., uma linha de defesa exterior. As muralhas chegam a atingir c. de 3,5 m de espessura, conservam rampas interiores de acesso a estas, com uma largura de c. de 0,5 m, correspondendo a um alargamento da muralha nos pontos em que estas se inserem. O sistema defensivo está complementado por dois fossos escavados no afloramento de O. a E., embora a O., na zona de mais fácil acesso e onde se localiza a entrada principal do povoado, se tenha acrescentado um terceiro fosso, chegando estes a atingir c. de 7 m de profundidade. Registe-se também uma área com pedras fincadas de NO a O. As cristas superiores dos taludes que intermeiam os fossos apresentam igualmente pedras fincadas. A entrada no povoado faz-se por uma porta estreita, virada a O., que continua por uma passagem angular, igualmente de reduzida largura, para o acesso à plataforma superior, havendo também uma outra entrada na muralha exterior, virada a NE, sobre a ribeira do Castro. Nas plataformas interiores às muralhas encontram-se construções habitacionais de planta circular e rectangular, aparentemente organizado em bairros, em núcleos familiares, apresentando alguns pátio lajeado. Numa das construções foi detectada uma lareira com lastro em lajes e um trasfogueiro como anteparo.

Materiais

Muralhas e construções em granito e xisto; cobertura das construções com tegula e imbrex; pavimento das habitações em saibro; pavimentos com lajes graníticas; rampas de acesso às muralhas construídas com blocos de granito e xisto; pedras fincadas de granito e xisto.

Observações

A reconstituição das estruturas está assinalada com uma camada de cimento. O seu espólio é constituído por fragmentos de cerâmica comum da Idade do Ferro, cerâmica comum romana, cerâmica romana de importação, vidro, cossoiros, tegula, imbrex, cossoiros, mós manuárias rotativas, abundantes elementos numismáticos, artefactos metálicos (armas, ferramentas artesanais), fíbulas, objectos metálicos de adorno, contas de colar de pasta vítrea, escória e 200 kg de cassiterite. O espólio está depositado no Museu da Região Flaviense, em Chaves, e no Museu do Instituto de Antopologia da Faculdade de Ciências do Porto. Em alguns pontos das vertentes do outeiro foram exploradas pedreiras. ( 1 )Tendo as estruturas visíveis sido objecto de restauro. ( 2 ) Embora em algumas zonas as pedras fincadas estejam derrubadas