Casa abastada, na qual, devido às tranformações operadas no séc. 19, se torna difícil verificar o que ainda resta da construção primitiva, dividindo-se as opiniões a esse propósito. Raúl Lino que conheceu a casa antes do ciclone em 1941, quando parte das ruinas ainda se encontrava de pé, (BORGUETE, 1951) considera os vestígios da arcaria, cachorrada, etc., como construção anterior a época do Renascimento com possível influência mudéjar e restos de cantaria na fachada N. de feição manuelina, datando-a de c. de 1500; COSTA (1977) data-a de 1515.
Planimetria longitudinal no sentido N. - S.; actualmente restam apenas, arruinado, o 1º registo e parte do 2º, sendo que o primeiro ocupava apenas cerca apenas cerca de metade do comprimento total e se dividia em 2 dependências rectangulares, irregulares com comunicação por uma porta e entrada a S. por largo portão rectangular. Muros portantes muito espessos de alvenaria de pedra e tijolo rebocada. Na face lateral O. abre-se porta rectangular. O 2º piso restam os arranques da cachorrada que suportava a arcaria de 5 vãos de volta perfeita já derrubada; na parte fundeira visumbra-se ainda as ruínas da antiga porta manuelina de uma porta quinhentista de verga recta e de uma janela de tijolo chanfrado de verga curva entaipada; na face lateral O. rasga-se sensivelmente no eixo da porta inferior, janela rectangular e caminhando para N. uma porta rectangular.
Materiais
Estruturas: alvenaria de pedra e tijolo, cantaria rusticada, arcos de tijolo. Coberturas: inexistentes, primitivamente seria em telhado de 3 águas. Revestimentos: reboco a cal.
Observações
*1 - em execução o projecto para a instalação da Casa-Memória Camões encomendado pela Associação para a Reconstrução da Casa-Memória de Camões ao Departamento de Arquitectura da ESBAL; autores do projecto Arquitectos Pedro Fialho e Vitor Consiglieri.