Arquitectura civil pública, barroca. Fonte espaldar monumental organizado em três registos, cada um deles com três corpos. O seu espaldar monumental resulta do facto de se opor e acompanhar a fachada lateral de um edifício de três pisos.
É constituída por três registos separados por friso, cada um com três panos delimitados por pilastras. No corpo central do primeiro registo tem corpo avançado encimado por cornija com uma urna de pedra, e duas bicas estreladas de onde cai a água para tanque semicircular. Segundo registo com nicho central *3, e laços e festões nos corpos laterais. Terceiro registo com armas de Portugal em amplo paquife no corpo central e medalhões decorados com folhas suspensos de argola e laço nos laterais. Entablamento de ordem dórica sobrepujado por cachorros que suportam a varanda gradeada do terceiro piso do edifício.
Materiais
Estrutura em cantaria de granito.
Observações
O actual traçado da praça data do séc. 18, sendo da autoria de João de Almada e Melo, em que colaborou John Whitehead. Segundo Germano da Silva, foi durante estas obras, que o chafariz primitivo foi colocado junto da Porta da Ribeira, não tendo retornado à localização primitiva, e sendo, então, construída de raíz uma nova fonte, que corresponde à actual. Inicialmente era alimentada pelo manancial de Malmeajudas e, ultimamente, pelo de Paranhos. *1 - DOF: Chafariz da Rua de São João ( restos ); *2 - Esta obra aproveitou os fragmentos, talvez do antigo chafariz, encontrados no local, durante obras de pavimentação, tendo sido possível reconstituír o tanque; *3 - No nicho esteve, primitivamente, a imagem de São Pantaleão.