Casa abastada omântica integrada numa estância balnear do final do séc. 19.
Edifício orientado a S., com alçados de dois pisos, sendo o segundo já integrado no tímpano do frontão que o remata. Coberturas em telhados de duas águas. Apresenta o frontão, cunhais e molduras das janelas em mármore. De salientar a decoração interior dos tectos. O acesso ao edifício é feito por uma escadaria situada na fachada O.
Materiais
Fachada em reboco, com cunhais, socos varandas e beirais em mármore; trabalhos de estuque no interior; cobertura de telha.
Observações
Antiga colónia balnear, da Fundação Narciso Ferreira, o Palacete Melo integra-se num conjunto urbano (Ruas: Artur e Araújo, Júlio Graça, Bento Freitas e Sacadura Cabral) que exemplifica a ideia romântica da estância balnear do fim do século. A expansão balnear no séc. 19, processa-se segundo novos princípios de concepção tipológica. O Palacete Melo assume a sua importância porquanto define um momento importante da história local mas também porque o conjunto em que se integra, é um dos raros exemplos de estância balnear, já que na Póvoa do Varzim foram destruídos exemplares arquitectónicos semelhantes. A Câmara Municipal de Vila do Conde tem como projecto a futura instalação do Museu do Emigrante no Palacete.