Igreja paroquial de construção barroca, mantendo a antiga capela do Sacramento, renascentista, com cobertura de cúpula em caixotões de pedra e retábulo pétreo, distribuído em dois andares. O retábulo-mor e os dois da esquerda da nave são da 2ª metade de Setecentos.
Planta longitudinal composta. Fachada principal a O. enquadrada de cunhais em forma de pilastras dominadas por fogaréus, empena cortada nos arranques. Ao centro rasga-se a porta de dupla moldura com a cabeceira rematada em cimalha de traçado mistilíneo; acima, óculo rectangular de ângulos cortados. Torre à direita, de cobertura piramidal. INTERIOR: Espaço diferenciado. Um arco cruzeiro ladeado de nichos separa a capela-mor da nave. No flanco esquerdo desta abrem-se 2 arcos com retábulos de talha de 2 colunas do tipo do principal e no oposto outros 2. A seguir rasga-se a capela do Sacramento. Tem portal de arco enviesado com composição de ordens sobrepostas; nas cantoneiras, medalhões com bustos. A cobertura é feita por uma cúpula em caixotões com quartelas ornadas. Abriga retábulo de pedra com sacrário central, ladeado de espaços de pilastras, em 2 andares, com as imagens dos Santos Pedro e Paulo no do alto, São João Evangelista e São João Baptista no da base. Numa pilastra, a data de 1594. A capela-mor abriga retábulo de camarim com 4 colunas e anjos acroteriais *2. Camarim fechado por tela com Degolação de São Tiago assinada por A. J. Gonçalves e datada de 1874.
Materiais
Alvenaria rebocada e caiada (paredes); telha (cobertura exterior).
Observações
*1 - A zona especial de protecção inclui a malha urbana envolvente a S. e a Poente. *2 - O camarim está fechado por uma tela com a Degolação de São Tiago assinada por A. J. Gonçalves e datada de 1874. Do recheio são de salientar 2 esculturas de interesse do séc. 15, da escola coimbrã: a do padroeiro e outra da Virgem com o Menino, sentada e com o Menino de pé sobre o joelho esquerdo. *3 - Obras acompanhadas pelo Professor Nelson Correia Borges, DGEMN, Comissão de Arte Sacra da Igreja. O dinheiro das obras de 98, cerca de 10 000 contos proveio de iniciativa popular, através de jantares, corso carnavalesco, festas, leilões, peditórios e ofertas, ainda 2 500 contos oferecidos pela CM de Coimbra e empresas da região. A Junta de Freguesia cedeu terreno para o recuo da capela-mor e trabalhadores. A Igreja contribuiu com verbas e receitas próprias.