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Mosteiro de Águas Santas

Mosteiro de Águas Santas

O ponto de interesse Mosteiro de Águas Santas encontra-se localizado na freguesia de Águas Santas no municipio de Maia e no distrito de Porto.

Arquitetura religiosa. Igreja românica muito alterada pela justaposição de vários corpos novos nos séc. 14, 17 e 19. Retábulos de talha barroca e neoclássica. Particulariza-se entre as igrejas românicas por mostrar alguns restos visigóticos e apresentar duas naves em soluções diferentes.

Planta composta por vários corpos que lhe foram sendo acrescentados ao longo dos séculos, configurando uma igreja com três naves, ábside rectangular e absídiolo redondo prolongado ao alinhamento da ábside pelo corpo rectangular da sacristia. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de 2 e 3 águas. A fachada orientada a O., apresenta um portal de aspecto já gótico, ladeado por quatro pares de colunas, com capitéis finos decorados com temas vegetais, arquivoltas em arco quebrado, e sobrepujado por uma abertura que substituiu a primitiva rosácea. A fachada é flanqueada a N. por torre sineira rectangular, coroada por uma pirâmide com cornija de merlões assente em cachorrada. Na fachada N, o tímpano do portal lateral tem gravada uma cruz de Malta. No interior, dois arcos abatidos modernos ligam as naves laterais à central. No arco triunfal há capitéis de inspiração animalesca, tardios. Na capela-mor há três frestas com colunelos decorados, capitéis sem impostas e de toros diédricos que a ligam ao românico portuense. A nave lateral do lado N., remata em capela redonda relativamente profunda onde existem dois capitéis visigóticos e dois outros, de fábrica românica, mas neles inspirados. Mostra alguns retábulos de talha dourada dos sécs. 17 e 18.

Materiais

Estrutura de cantaria de granito aparente; granito em muros de retenção e de vedação, pavimentos e escadas da envolvente; madeira em pavimentos, cobertura interior, vigas da cobertura e caixilharia; betão na cobertura; telhas na cobertura.

Observações

O orago actual é o de Nossa Senhora do Ó. Foi, segundo a tradição, mosteiro duplex que adoptou depois a Regra de Santo Agostinho. No séc. 14 passou para a do Santo Sepulcro e no seguinte para a Ordem de Malta. Deste mosteiro nada se conserva.