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Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

O ponto de interesse Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro encontra-se localizado na freguesia de Pombeiro de Ribavizela no municipio de Felgueiras e no distrito de Porto.

Arquitectura religiosa, românica e setecentista. Igreja românica de planta longitudinal de 3 naves com arcos diafragma, falso transepto e cabeceira tripla, reformada na época de setecentos. Da época românica subsistem os absidíolos e duas arquetas sepulcrais com estátua jacente (séc. 13). O portal e grande óculo, da mesma época, denota a influência do tipo bolonhês. Os toros das arquivoltas devem datar da segunda metade do séc. 12, mas a rosácea, emoldurada de colunas e arcos românicos e similar às de Roriz e Paço de Sousa, sugere o princípio do séc. 13.

Igreja de planta com desenvolvimento longitudinal, acentuado pela grande profundidade da capela-mor. A fachada principal, orientada a SO., está enquadrada por duas torres sineiras rematadas por coruchéus, conserva o portal românico, de cinco arquivoltas assentes em capitéis lavrados. É encimado por uma grande rosácea, emoldurada por colunas e arcos românicos. O interior de três naves, mantém os absidíolos e duas arquetas tumulares. Na parede N. da nave uma tampa de sepultura epigrafada, proveniente da galilé. Num dos silhares da parede do transepto no lado da Epístola, encontra-se gravada uma inscrição. Sobre o transepto o trifório foi substituido por varanda corrida e remate em lanternim. O coro-alto, com cadeiral, apoia-se em arco decorado. A capela-mor, de grande dimensão, possui retábulo em talha dourada. Em anexo, já no corpo do mosteiro a sacristia. Do mosteiro, implantado a S. da igreja, só já existe parte da fachada do claustro e corpo principal da parte residêncial. A fachada do claustro, de composição simétrica, rigorosa e bem proporcionada, com 2 pisos, tem ao nivel do rés do chão uma arcada composta por 9 arcos plenos. No piso, igual número de janelas de sacada com frontões segmentares e angulares emparelhados. Cada vão de arco ou janela de sacada são enquadrados por pilastras, sendo o conjunto dos três vãos centrais rematado por um grande frontão angular apresentando no tímpano um brasão. A rematar o alçado uma balaustrada coroada, no alinhamento das pilastras, por urnas. A fachada principal do mosteiro tem 4 portas no andar térreo, 3 das quais rematadas por frontões. Destas, a porta central dá acesso à zona habitacional e as laterais ao claustro e área agrícola respectivamente. Sobre estas portas um conjunto de janelas rectangulares de pequena dimensão formam o piso intermédio que corresponde à área das celas. No prolongamento destas para o espaço definido pelo claustro, as janelas são falsas, contribuindo apenas para o equilíbrio formal da fachada. No último piso, unidas por um friso contínuo, um conjunto de 7 janelas de sacada rematadas por frontões angulares, à excepção da central que tem frontão curvo. Esta excepção reforça o eixo da fachada, que é rematada por cornija com beiral e ao centro um frontão de lanços com brasão no tímpano e 3 urnas de remate, que se repetem em cada extremidade da fachada. A cobertura é em telhado de diversas águas. Os restantes corpos que constituem o edificado já sofreram algumas adaptações

Materiais

Paredes em alvenaria de granito aparente na frontaria e torres e com acabamento rebocado e pintado nas restantes fachadas, à excepcção do embasamento, molduras, cornijas e outros elementos decorativos. Cobertura em telha cerâmica. Caixilharias em madeira e perfis de ferro

Observações

Desconhece-se a data precisa da fundação deste mosteiro. D. Fernando I de Castela deu o padroado do convento a seu sobrinho D. Gomes de Cela Nova, progenitor das família dos Sousas. Desta família passou para a dos Melos, Sampaios, representada pelo Barão de Pombeiro de Riba Vizela. O Abade de Pombeiro exercia as funções de esmoler-mor do Reino, quando o Rei passava para N. do Douro, e era ouvidor do Conde de Pombeiro. Segundo a descrição de Craesbeeck, em 1726 o mosteiro tinha de E. a O. pela parte N. e pela parte de dentro 48 varas; de N. a S. pela parte poente 50 varas; e de nascente a poente pela parte S. 65 varas; a igreja contígua com a capela-mor a nascente, tem esta de nascente a poente 16 varas; e de N. a S. 6, medida pela parte de dentro; toda a igreja de nascente a poente 30 varas; e de N. a S. 17 varas e meia; a sacristia de N. a S. 8 varas e meia e de nascente a poente 10 varas.*1. Origináriamente a tampa de sepultura encontrava-se na galilé. *2 - A Rota do Românico do Vale do Sousa inclui 19 imóveis: Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios (v. PT011311100010), Igreja de Gândara (v. PT011311040009), Igreja de São Gens de Boelhe (v. PT011311020008), Igreja de Abragão (v. PT011311010015), Memorial da Ermida (v. PT011311150005), Capela da Senhora do Vale (v. PT011310080004), Igreja de São Pedro de Ferreira (v. PT011309050001), Ponte de Espindo (v. PT011305130009), Ponte de Vilela (v. PT011305020008), Igreja de Aveleda (v. PT011305020004), Torre de Vilar (v. PT011305260005), Igreja de Santa Maria de Airães (v. PT011303020007), Igreja Matriz de Unhão (v. PT011303280004), Igreja de São Vicente de Sousa (v. PT011303260008), Igreja Velha de São Mamede de Vila Verde (v. PT011303330020), Igreja de Paço de Sousa (v. PT011311220003), Igreja de Cete (v. PT011310080001) e Igreja Matriz de Meinedo (v. PT011305130002).