Arquitectura infraestrutural, romântica. Prolongando uma tradição barroca de emoldurações de argamassa que perdura quase até ao séc. 19, este chafariz destaca-se por uma certa monumentalidade no rigor geométrico da articulação dos diversos tanques e constitui um testemunho tardio da política de fomento de obras públicas do regime liberal.
Chafariz de planta quadrada situado ao centro de uma bacia circular, ladeada por dois tanques de planta rectangular, guarnecidos de cantaria e destinados a bebedouro de animais. Chafariz paralelepipédico, encimado por estrutura piramidal rematada por cogulho. Num plano mais baixo, a que se acede por três degraus enquadrados por memorial evocativo da data da construção que conclui num frontão polilobado com volutas laterais no qual se inscreve o cronograma "1 / 1889 / 8", implanta-se um grande tanque rectangular revestido por lages aparelhadas, destinado à lavagem de roupas, em cujo centro se ergue um repuxo circular. Cobertura moderna em canaletes de fibrocimento que se apoia em paredes rasgadas por arcos de volta perfeita.
Materiais
Paredes de alvenaria de pedra e cal e tijoleira, rebocadas e caiadas, com moldurações de argamassa, pavimento em calçada, tanques guarnecidos de cantaria.
Observações