Pelourinho quinhentista, de bloco prismático, com soco quadrangular de três degraus, fuste circular e capitel simples, rematado por elemento cúbico. Os motivos heráldicos manifestam uma possível influência do modelo do Pelourinho de Viseu (REAL, Mário, 1951, p.229). À excepção do remate vegetalista e do anel torso, o estado de degradação não permite observar outros atributos manuelinos. O aro de ferro tornou-se elemento decorativo ou de guarnição, derivado da sua original função utilitária de ferro de sujeição.
Estrutura em cantaria de granito, composta por soco quadrangular de três degraus, onde assenta fuste cilíndrico afuselado de estreita base circular, pouco saliente. A meia altura há um anel muito desgastado e outro perto do topo, esculpido em fita torsa. Entre ambos um aro de ferro unido com ganchos, seguido de uma zona de quebra do fuste. A coluna acusa quebra e descontinuidade, com diminuição brusca da secção logo acima do aro de ferro, indiciando a falta de um troço do fuste, aliás, demasiado baixo relativamente à massa do bloco de remate. Capitel quadrangular, chanfrado inferiormente e rebordo superior saliente, onde assenta um paralelepípedo monolítico em forma de cubo, com as quatro faces esculpidas em relevos bastante degradados e ilegíveis, mas que poderão representar as armas régias, as do poder eclesiástico e dos Sousas, senhores da terra. O bloco prismático finaliza em anéis vegetalistas escalonados com remate truncado.
Materiais
Dois degraus de granito e o terceiro de arenito; fuste, capitel e remate de calcário; aro e ganchos de ferro.
Observações
*1 - José A. Santos, em 1940, fez a reconstituição da decoração das quatro faces do bloco, a partir dos vestígios ainda visíveis, encontrados, como a cruz da Ordem de Cristo, brasão real, armas municipais, brasão dos fidalgos donatários, senhores de Tentúgal e duques de Cadaval.