Arquitectura militar medieval, gótica. Cerca urbana promovida por ordem religiosa militar (Ordem de Avis), com traçado irregular quase trapezoidal, dotada de quatro portas em arco quebrado, flanqueadas por cubelos de planta ultra-semicircular ou em U. O recinto intra-muros integra igreja matriz, igreja da Misericórdia e vestígios da torre de menagem. Assemelha-se ao Castelo de Viana do Alentejo (v. PT040713020002) pela sua área reduzida, forma poligonal e integração da igreja da Misericórdia. Cerca muralhada implantada em local pouco elevado e actualmente desprovida de torre de menagem. Cubelos com planta ultra-semicircular integrando estrutura trecentista. Adarve com duplo parapeito. Terão existido quatro portas, uma delas no local onde hoje está a torre do relógio, que seria a porta principal, também flanqueada por cubelos (CUNHA, 2000). A nível epigráfico destaca-se a originalidade da composição das inscrições medievais. Castelo que constitui actualmente propriedade privada.
Cerca de muralha, de linha sinuosa acompanhando a topografia, apresentando um traçado vagamente triangular, edificada em alvenaria de xisto. Apresenta três portas, a N. S. e O., sendo que existia uma quarta a E., no local da actual torre do relógio. Conserva nove torres: sete, de planta em U, seis delas enquadrando as portas N., S. e O, enquanto a outra se encontra orientada a NO. uma outra torre, de planta quadrangular, vigia e defende o amplo paramento N. e é acessível através de um caminho militar do séc. 17 (CUNHA, 2000). O adarve foi alargado e apresenta parapeito nos lados interior e exterior, substituindo o antigo remate com ameias. A torre do relógio, pertencente anteriormente às portas do Sol, é composta por volume inferior cilíndrico com escada externa coleante e volume superior paralelepipédico com campanário de sino de correr com quatro olhais rematado por coruchéu piramidal circundado por quatro urnas. Mostrador de mármore na face oriental, com numeração romana, apresentando, na parte inferior, uma face alada, feita no mesmo material. Abaixo desta figura, encontra-se uma tabela ovalada com cronograma de 1789. Possui um único sino de bronze fundido. Subsistiram três portas a S., O. e N, todas flanqueadas por dois cubelos. A porta S., possível Porta de Estremoz (CUNHA, 2000), apresenta vão em arco quebrado no exterior, e arco abatido no interior; a porta O., obstruída e próxima da cisterna, é flanqueada por dois torreões cilíndricos através de um arco de volta perfeita, no topo do qual existe uma abertura de onde os defensores largavam pedras para defesa da porta; a porta N. é composta por portal em arco quebrado com imposta saliente. No ponto mais elevado do recinto intramuros, encontram-se os vestígios da antiga torre de menagem, que compõem uma linha de alicerces graníticos. Escadaria de acesso ao adarve adossada junto à porta S., em avançado estado de degradação. No terreiro do castelo, sobre um murete, encontra-se um bloco de pedra, outrora colocado sobre a porta de entrada da torre de menagem, que mostra duas inscrições a ladear uma cruz da Ordem de Avis. Encontram-se adossados às muralhas vestígios de antigas construções.
Materiais
Alvenaria de xisto, cantaria de granito, mármore em elementos secundários.
Observações