Estação ferroviária da Linha do Corgo, construída no início do séc. 20, conservando ainda o edifício de passageiros, as instalações sanitárias públicas, o cais coberto fechado e uma toma de água, os dois últimos construídos na década de 30. O edifício de passageiros, desenvolve-se em fachadas de um piso, terminadas em abas corridas de madeira, com vãos em arco abatido, de chave relevada, interiormente organizado em áreas de habitação, públicas e de serviço. O cais coberto, de tipologia igual ao do Apeadeiro de Loivos (v. IPA.00036185), porque foi construído na mesma data, possui as fachadas em cantaria aparente, rasgadas na fachada principal e posterior por janelas em arco e lateralmente por portas mais estreitas do que o habitual. A ligação ferroviária era feita em via estreita (bitola métrica).
Conjunto composto por edifício de passageiros (EP), cais coberto, casa de habitação de pessoal, instalações sanitárias públicas (WC) e um depósito de água aéreo. O EDIFÍCIO DE PASSAGEIROS é de planta retangular simples com cobertura homogénea em telhado de duas águas, rematadas em longa aba corrida, com traves de madeira sobre mísulas de cantaria. Tem as fachadas rebocadas e pintadas de branco, com faixa, cunhais e remate em friso de massa, pintados de bege. A fachada principal, virada a nascente, é rasgada por três portas, de arco abatido, com chave relevada, estando a central transformada em janela, dispondo-se a sudoeste, sobre a cobertura, chaminé. As fachadas laterais terminam em empena, tendo ao centro toponímica relevada, e a posterior, virava à antiga linha férrea, é rasgada por três vãos de modinatura semelhante aos da frontaria, correspondendo a porta entre janelas, com peitoril convexo; sobre o portal surge toponímica relevada e o orifício para encaixe do mastro da bandeira; ladeando as janelas, existe a antiga estrutura de suporte do lampião. No INTERIOR, o espaço estava dividido entre as áreas de serviço e as de habitação, com vestíbulo e sala de espera comum ao centro, cozinha e quarto, de um lado, e quarto e gabinete do chefe da estação, telefone e bilheteira do outro. A sul do edifício de passageiros ergue-se pequeno corpo das antigas INSTALAÇÕES SANITÁRIAS, de planta retangular e cobertura homogénea em telhado de duas águas, rematadas em longa aba corrida de madeira. Possui as fachadas rebocadas e pintadas de branco, com faixa, cunhais e friso do remate em massa, pintados de bege. A fachada principal e posterior terminam em empena e são rasgadas por duas portas, de arco abatido com molduras em cantaria, encimadas por inscrição. Nas fachadas laterais abrem-se, superiormente, amplos vãos retangulares, de arejamento, com quadrícula de madeira. No interior possuem silhar de azulejos azuis e brancos de padrão. A sul das instalações sanitárias, ergue-se o CAIS COBERTO de planta retangular simples, sem cobertura, mas que era em telhado de duas águas, rematadas em aba corrida. Desenvolve-se sobre plataforma mais larga, com as fachadas em cantaria de granito e as juntas pintadas de branco. As fachadas principal e a posterior terminam em empena, rasgando-se na primeira porta de verga reta e bandeira em arco de volta perfeita, e na posterior vão com o mesmo perfil. Nas fachadas laterais abre-se porta central mais larga e existem mísulas de sustentação da aba corrida.
Materiais
Estrutura rebocada e pintada ou em cantaria aparente no cais coberto; cunhais, faixa e remate em massa; mísulas e molduras dos vãos em cantaria de granito; abas corridas e caixilharia de madeira; cobertura de telha.
Observações
EM ESTUDO