Cisterna subterrânea construída, provavelmente, no séc. 14 / 15, no interior de castelo, mais especificamente no albacar do mesmo, exteriormente com cobertura plana onde, em 1758, existia um jogo de bola para divertimentos das principais pessoas da vila. Apresenta planta retangular, interiormente de uma nave, em cantaria siglada, coberta por abóbada de berço de 10 tramos, definidos por arcos diafragmas, sobre pilares, com acesso por uma das faces compridas, por portal, em arco de volta perfeita, rasgado ao nível do arranque da abóbada. O sistema de adução da cisterna era composto pelas três claraboias da cobertura, por uma levada que atravessava o recinto inferior do castelo, vários caleiras para aproveitar as águas pluviais dos telhados e oito bueiros com o mesmo objetivo. A estrutura da cisterna é semelhante à mais pequena, existente no recinto superior do castelo, apontando para uma contemporaneidade construtiva, contudo, ela destaca-se pela sua implantação, delimitada por muralhas e coberta por cubelos.
Planta retangular, com cobertura exterior plana, integrando três claraboias, circulares, atualmente entaipadas, e um sistema de oito bueiros para recolha das águas pluviais. A cisterna era ainda abastecida por uma levada que atravessava o recinto inferior do castelo até à cisterna, e ainda existente, pelo menos em parte, no exterior da qual e junto à muralha noroeste que a delimita existe caixa de visita, de construção recente *1. INTERIOR de uma nave, revestida a cantaria siglada, com pavimento do mesmo material e cobertura em abóbada de berço, apoiada em arcos diafragmas, de volta perfeita, sobre pilares, formando dez tramos. Tem acesso a sudoeste por porta em arco, rasgada numa das faces cumpridas da cisterna e ao nível dos capitéis dos pilares, precedida de escada. Em cada um dos tramos, existe superiormente silhar saliente, com função de desviar o curso de água de modo a não afetar os silhares estruturais do edifício.
Materiais
Estrutura em cantaria de granito.
Observações
*1 - Segundo Domingos Bucho, antes desta caixa de visita ser construída, existia uma outra, com 1,10 m por 060 m, no exterior da cisterna, para onde a levada era conduzida, sendo depois canalizada para um dos bueiros. O sistema de recolha de águas, no primeiro recinto do castelo, constava de várias caleiras que também aproveitavam as águas pluviais dos telhados (BUCHO: 2001, p. 30.