Igreja construída no início do séc. 20, para albergar o curato de Santo António da Vitória, criado em finais de oitocentos e inicialmente instalado numa ermida implantada no limite da paróquia de Santa Cruz. Apresenta planta retangular composta por nave e capela-mor, mais estreita e da mesma altura, interiormente com iluminação axial e bilateral, tendo adossado à esquerda pequena sacristia e à direita torre sineira. A fachada principal termina em empena contracurva, levemente truncada, com a cornija a formar volutas sobre os cunhais, de cantaria, e rasgada por portal e duas janelas, em arco em asa de cesto, sobrepostos por painel de azulejos inscrito com a data da conclusão. A torre sineira dispõe-se à direita, com dois registos, o último com ventanas de arco peraltado, e cobertura em coruchéu facetado. As fachadas laterais são rasgadas por porta travessa encimado por janela retangular, abrindo-se uma outra na capela-mor; o portal da fachada direita foi aproveitado para aceder ao batistério, construído posteriormente, em linguagem moderna, rasgado por grupo de frestas escalonadas. No interior, possui coro-alto, púlpito de madeira no lado do Evangelho, arco triunfal, de volta perfeita e, na capela-mor, retábulo-mor de linguagem revivalista, de talha pintada e três eixos.
Planta poligonal com igreja composta por nave retangular e capela-mor, mais estreita e da mesma altura, tendo adossado à fachada lateral esquerda sacristia retangular e anexo posterior com instalações sanitárias e, à direita, a torre sineira e o batistério, ambos quadrangulares. Volumes articulados com coberturas homogéneas na igreja e diferenciadas nos corpos adossados, em telhados de duas águas na sacristia e de uma no anexo, rematadas em beirada simples, e em placa de betão no batistério. As fachadas são rebocadas e pintadas de branco, com cunhais de cantaria e percorridas por soco. A fachada principal virada a nordeste, termina em empena contracurva, levemente truncada, com cornija formando volutas nos cunhais e sendo coroada por cruz grega trevada, sobre acrotério. É rasgada por portal e duas janelas superiores, de arco em asa de cesto, com chave relevada, sobre pilastras, as janelas contendo vitrais, existindo ainda no topo, ao centro, painel quadrilobado de azulejos, azuis e brancos, inscrito. À direita, no alinhamento da fachada, dispõe-se a torre sineira, de dois registos, separados por friso, o segundo rasgado, em duas das faces, por ventana, em arco peraltado, sobre impostas, com sino; a torre remata em friso e cornija, com pináculos nos cunhais, e é coberta por coruchéu octogonal, coroado por catavento. A fachada lateral esquerda é rasgada, na nave, por porta travessa, de verga reta, encimada por janela retangular. Na sacristia abre-se porta de verga reta, virada a nordeste, e janela retangular a sul, tendo o anexo posterior duas portas e pequeno vão sem moldura. Na fachada lateral direita abre-se, no corpo do batistério, um conjunto de sete frestas escalonadas, encimado por janela retangular da nave, e, na capela-mor, uma outra janela, também retangular. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco. A nave tem coro-alto, acedido por escada disposta no lado da Epístola, que também comunica com a torre sineira; no sub-coro o guarda-vento, de madeira, é ladeado por pias de água-benta. No lado do Evangelho dispõe-se o púlpito, de madeira, acedido por escada do mesmo material, paralela à parede. Junto à porta travessa existe pia de água-benta, acedendo a do lado da Epístola para o batistério, com pia batismal de taça cilíndrica assente em pé facetado. Arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras. Na capela-mor surge o retábulo-mor, em talha pintada a marmoreados fingidos, de corpo reto e três eixos. No lado do Evangelho abre-se porta para a sacristia, onde existe pia de água benta embutida na parede, encimada por cruz.
Materiais
Estrutura em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco; soco, cunhais, frisos, cornijas, cruz, acrotérios, pináculos, molduras dos vãos, arco triunfal, pias de água-benta e pia batismal em cantaria de basalto aparente; portas e caixilharia de madeira; painel de azulejos azuis e brancos; vitrais; retábulo em talha pintada; tetos de madeira; coberturas em telha.
Observações
EM ESTUDO. *1 - O nome Vitória dado ao curato adveio da vitória obtida aos mouros em 1580 e 1623, em razão da qual Pedro da Cunha e Ávila fundou a primeira ermida.