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Fábrica de Cabos Eléctricos Diogo de Ávila

Fábrica de Cabos Eléctricos Diogo de Ávila

O ponto de interesse Fábrica de Cabos Eléctricos Diogo de Ávila encontra-se localizado na freguesia de Alfragide no municipio de Amadora e no distrito de Lisboa.

Edifício projetado por Edmundo Tavares em 1952 e construído em meados do século 20 para fábrica de cabos elétricos. A presenta uma planta poligonal resultante da articulação longitodinal de três corpos retangulares, que acompanham o declive do terreno, com cobertura maioritariamente em terraço, marcados por fortes linhas horizontais conformadas pela modelação ritmada das janelas. O edifício de análises químicas, primeiro e segundo corpos, é aquele onde o arquitecto Edmundo Tavares assume algum arrojo linguístico, nomeadamente na inserção de dois funcionais volumes verticais, o vão de escada do primeiro corpo, e a torre do relógio, criada com o propósito de servir para a suspensão de cabos em teste, marcados por uma grelha de iluminação em betão, que permite a criação de equilíbrio formal entre o peso deste maciço horizontal e as duas linhas verticais. A torre, importante para a realização das experiências das suspensões dos cabos, integra um universo disseminado por muitas outras indústrias.

Planta poligonal, resultante da articulação longitudinal de três corpos retangulares, de três e dois pisos e de uma torre. Fachadas rebocadas e pintadas, coberturas planas de betão no primeiro corpo e na torre, telhada a quatro águas no terceiro corpo. Fachada principal orientadas a ocidente, com cinco panos de fachada, os três primeiros correspondentes ao primeiro corpo, sendo o primeiro e o terceiro rasgados por galeria sobre pilotis no piso térreo e rasgados por vãos retilíneos (sete no primeiro pano, três no terceiro) dos segundo e terceiro pisos. O segundo pano corresponde a uma caixa de escadas marcada exteriormente por grelha de iluminação em betão de forte efeito plástico. O quarto pano de fachada, corresponde ao segundo corpo, a torre do relógio, um corpo paralelipipédico alto e esguio, igualmente rasgada por grelha de iluminação, a partir do terceiro piso, os dois inferiores possuiam uma janela retilínea cada, encimada pelo relógio, que lhe dá nome. O último pano, referente ao terceiro corpo, de dois pisos apenas é rasgado por janelas retilíneas e centralizado pela porta de entrada com verga em laje de betão saliente e encimada por uma janela retilénea.

Materiais

Estrutura de betão armado, alvenadira de tijolo, lajes de betão, vidro, madeira e telha de tijolo.

Observações

EM ESTUDO