Ermida construída em meados do séc. 16, sendo posterior à capela de Nossa Senhora da Ajuda, por iniciativa privada, para albergar Irmandade dos mancebos, com planta composta por nave e capela-mor, exteriormente indiferenciadas e inicialmente com cobertura em abóbada, tendo adossado à fachada lateral direita sacristia, possivelmente de feitura posterior. Apresenta as fachadas rebocadas e pintadas, com cunhais apilastrados firmados por pináculos distintos entre si, sendo os posteriores de sabor popular. A principal termina em empena, levemente truncada, e é rasgada por portal de verga reta biselado e janela retangular, mais tardia, encimada por cruz relevada em cantaria. As fachadas laterais e a posterior terminam em platibanda plena de feitura recente, para proteção do telhado contra os ventos, abrindo-se na lateral esquerda porta travessa igualmente biselada, de feitura quinhentista, e na oposta, janela na capela-mor, de construção posterior. A sacristia tem acesso independente pelo exterior. No interior, remodelado devido à queda da abóbada devido aos terramotos ocorridos antes de 1738, possui arco triunfal, de volta perfeita, sobre impostas. Na parede testeira da capela-mor abre-se nicho geminado, de feitura recente, em cantaria pintada, com imagens do orago.
Planta retangular composta por nave e capela-mor, exteriormente indiferenciadas, com sacristia adossada à fachada lateral esquerda. Volumes articulados com coberturas escalonadas em telhados de duas águas na capela e de uma na sacristia, esta rematada em beirada simples. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com pilastras nos cunhais, as da capela coroadas por pequenos pináculos piramidais sobre acrotério. A fachada principal surge virada sensivelmente a norte, terminada em empena, com cornija levemente truncada, coroada por cruz latina biselada, sobre acrotério. É rasgada por portal de verga reta de moldura biselada e janela retangular, com caixilharia de guilhotina, encimada por cruz relevada em cantaria. As fachadas laterais e a posterior terminam em platibanda plena, de remate boleado, ocultando o arranque da cobertura, possuindo canos para escoamento das águas pluviais; na lateral esquerda rasga-se porta travessa de verga reta, igualmente com moldura biselada, e na sacristia, terminada em meia empena, porta de verga reta de moldura simples e, lateralmente, janela retangular. Na fachada oposta abre-se janela retangular na capela-mor, com caixilharia de guilhotina. A fachada posterior é cega, com a capela-mor terminada em empena coroada por elemento, tipo pináculo. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, arco triunfal assente em impostas. Na parede testeira abre-se duplo nicho, em cantaria, pintada a imitar pedra, com arco de volta perfeita, interiormente albergando as imagens do orago. No lado do Evangelho abre-se porta de ligação à sacristia, que tem pequeno lavabo.
Materiais
Estrutura em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco; cunhais, cornijas, molduras dos vãos, pináculos, cruz, elemento decorativo e capeamento dos bancos em cantaria basáltica da região, aparente; arco em cantaria pintada; cobertura de telha e em placa.
Observações
EM ESTUDO. *1 - Na Relação de 1738 refere-se ainda que "(...) fica este monte, por cima direito em roda, com uma caldeira no meio, que se lavra, aonde se faz horta e fica em cima com o meio arco em que se começa a Ermida de Nossa Senhora da Ajuda, e no meio a de São Salvador, e na outra ponta a de São João; com caminho por uma e outra parte e no repartimento dos dois caminhos está uma grande cruz de pedra de três degraus de roida que terá doze palmos de alto em todo". *2 - Ainda que a ermida tenha o duplo orago de São João Batista e São João Evangelista, só se celebra festa no dia de São João Batista, a 24 de junho.