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Ponte dos Oito Arcos

Ponte dos Oito Arcos

O ponto de interesse Ponte dos Oito Arcos encontra-se localizado na freguesia de Ribeira Grande (Matriz) no municipio de Ribeira Grande e no distrito de Ilha de São Miguel (Açores).

Ponte construída no final do séc. 19, promovida pelas Obras Públicas, para circulação rodoviária. É do tipo arco, em alvenaria de pedra, com tabuleiro plano, assente em oito arcos, de volta perfeita, sobre pilares subcirculares, reforçados exteriormente por pilares, que se prolongam ao nível da guarda em acrotérios, e pilares-encontro retangulares, tendo a zona dos seguintes rebocada e pintada. O tabuleiro avança da estrutura, com cornija sobre mísulas equidistantes, possuindo guarda de grelhagem ovalada novecentista, em alvenaria. O pavimento da via é betuminoso e o dos passeios laterais em lajes de cantaria. Constitui uma obra imponente, talvez uma das maiores obras viárias açorianas do séc. 19, e impõe-se sobre a ribeira, até devido ao arranjo paisagístico que deixa à vista a base dos pilares de suporte, aumentando a sua altura. Possui grandes afinidades com a ponte da vila do Nordeste, cuja obra também foi dirigida pelo mestre António Jorge, de Rabo de Peixe, ainda que a última tenha menos um arco e os pilares exteriores entre os arcos sejam rebocados e pintados.

Ponte de tabuleiro plano, orientado no sentido nordeste - noroeste, assente em oito arcos de volta perfeita, de iguais dimensões, em cantaria aparente, e dois pilares encontro quadrangulares, em alvenaria de pedra com as juntas tomadas e pintadas de branco, possuindo os paramentos no intervalo dos arcos rebocados e pintados de branco. Os arcos assentam em pilares de planta subcircular, em alvenaria de pedra, com base saliente, assente em sapata de betão, tendo no intradorso o arco assente em cornija. Entre os arcos e reforçando-os dispõem-se, de ambos os lados, pilares retangulares, marcados por cornija ao nível do arranque dos arcos e integrados na base dos pilares. O tabuleiro avança da estrutura, desenvolvendo-se sobre cornija sustentada por mísulas equidistantes, com ritmo interrompido apenas nos pilares, que se prolongam em acrotérios, de cantaria, já ao nível da guarda, que é de grelhagem ovalada, em alvenaria rebocada e pintada de branco, e capeada a cantaria. Os pilares encontro possuem cunhais de cantaria, e guarda plena de alvenaria rebocada e pintada de branco, com capeamento a cantaria. Pavimento em asfalto, com passeios laterais, pavimentados a alvenaria de pedra com guias de cantaria na zona dos pilares encontro e em lajes sobre os arcos, onde possui ainda, de ambos os lados, pilaretes retangulares, pintados de amarelo, de proteção. Sobre o primeiro arco existem caixas para escoamento das águas pluviais, com saída por estrutura tubular.

Materiais

Estrutura em alvenaria de pedra, rebocada e pintada, ou aparente e em cantaria aparente; cornijas, mísulas e capeamento em cantaria; cimento nas juntas; sapatas de betão; guardas em grelhagem de cimento; pavimento de asfalto, de alvenaria de pedra e lajes de cantaria.

Observações

*1 - A Ponte do Paraíso, que fica junto ao jardim, foi construída na primeira metade do séc. 16. Por ter sido danificada no terceiro quartel desse século, sofre melhorias ainda nessa centúria, sendo posteriormente alargada, em 1876, e ampliada, em 1957. *2 - Segundo a tradição oral, o mestre António Jorge, de Rabo de Peixe, seria posteriormente responsável pela ponte do Nordeste, e fez à sua custa a procissão de Santo António, onde só pessoas de nome António podiam levar as insígnias.