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Santuário do Monte da Virgem

Santuário do Monte da Virgem

O ponto de interesse Santuário do Monte da Virgem encontra-se localizado na freguesia de Oliveira do Douro no municipio de Vila Nova de Gaia e no distrito de Porto.

Santuário Mariano construído no início do séc. 20, no topo de um monte, que serve como miradouro sobre Vila Nova de Gaia e Porto, integrado num forte culto à Virgem e particularmente a Nossa Senhora da Conceição, cujo dogma fora proclamado em 1854, após longas disputas teológicas, agudizadas nos séculos 16 e 18. A assinalar este reconhecimento e a fidelidade dos portugueses ao dogma, especialmente desde o séc. 17, um monumento tipo obelisco, em cantaria de granito e mármore, encimado pela imagem da Virgem. O templo é relativamente modesto, construído no início do séc. 20 e reformado em data posterior, com a abertura de duas naves laterais e a feitura de um pequeno exonártex. É de planta poligonal, com três naves e capela-mor com perfil curvo, com o interior iluminado uniformemente, destacando-se as janelas da capela-mor, com vitral decorativo, tendo coberturas diferenciadas, planas ou em aba, também de execução mais recente. Fachada principal rematada em empena truncada por sineira, ampliada e com quatro ventanas, com os vãos rasgados em três eixos composto por portal e óculo e por postigos laterais. Interior com coro-alto e, na capela-mor, retábulo de linguagem tardo-barroca, realizado na década de 30 do séc. 20.

Santuário composto pela Capela de Nossa Senhora da Conceição, edifícios adjacentes de apoio e monumento escultórico em forma de obelisco. IGREJA de planta poligonal composta pelas naves, a central antecedida por exonártex, e capela-mor de perfil curvo, de volumes articulados e escalonados, com coberturas diferenciadas em três e quatro águas, rematadas em beiradas simples. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por faixas pintadas de cinza e com cunhais salientes, também rebocados e pintados, firmados por pináculos piramidais, e rematadas em cornijas; os vãos têm molduras salientes, rebocadas e pintadas de branco. Fachada principal virada a nordeste rematada em empena truncada por sineira, também rematada em empena e com cruz no vértice, rasgada por quatro ventanas de volta perfeita. O portal axial está protegido por exonártex saliente, com acessos laterais e frontal, estando ladeado por dois postigos retangulares, e encimado por óculo circular. Os corpos das naves laterais, levemente recuados, possuem janelas quadrangulares. As fachadas laterais são semelhantes, marcadas pelos corpos anexos, rasgados por três janelas retilíneas e possuindo portas de verga reta nas faces viradas a sudoeste. Fachada posterior curva, rasgada por duas janelas retilíneas, com vitrais figurativos. INTERIOR com as naves laterais separada por pilar e dois vãos retilíneos, com as paredes rebocadas e pintadas de branco, percorridas por silhares de azulejo de padrão policromo, de feitura recente, com tetos de duas abas na nave central e planos nas naves colaterais e capela-mor, também rebocados e pintados de branco; pavimento em ladrilho cerâmico. Coro-alto sobre viga de betão, com guarda de madeira torneada, com acesso pelo lado da Epístola, a partir de uma escada de madeira, que parte do sub-coro, e do anexo. Arco triunfal de volta perfeita, assente em pilastras de cantaria, com plintos salientes, ladeado por anjos tocheiros. Capela-mor elevada por dois degraus de cantaria, tendo ambões que centram a mesa de altar, de talha pintada de marmoreados fingidos e dourado, assente em quatro colunas coríntias. Na parede testeira, retábulo de talha pintada de branco, marmoreados fingidos e dourado, de corpo convexo e três eixos definidos por quatro colunas coríntias, assentes em plintos e consolas, e por duas pilastras exteriores, assentes em duas ordens de plintos. Ao centro, tribuna de volta perfeita, contendo trono de três degraus, com o fundo pintado a imitar brocado e tendo dístico na cobertura, com as iniciais "AM". Os eixos laterais possuem mísulas, encimadas por baldaquinos, ultra-semicirculares, ornados por folhagem vazada, contendo imaginária; na base, as portas de acesso à tribuna. A estrutura remata, ao centro, em espaldar curvo, enquadrado por pilastras e urnas, ladeado por dois apainelados contendo mísulas com imaginária. Altar paralelepipédico, encimado por sacrário em forma de templete, com apainelados e remate em domo, sobrepujado por "Agnus Dei", tendo a porta ornada por cálice e hóstia. O ALTAR CAMPAL é em metal, protegendo uma mesa de altar em cantaria de granito, composta por dois pilares e tampo simples. O MONUMENTO À IMACULADA é executado em granito e calcário, composto por escadaria circular de sete degraus, seccionada, nos ângulos por pequenos colunelos do tipo balaústre que sustentam altos pináculos, com inscrições nas faces frontais, sobrepujados por pombas. No topo, o monumento, em forma de obelisco, tendo, em cada face, edículas com relevos figurativos, inscrições e medalhões, surgindo, no topo a imagem da Imaculada.

Materiais

Estrutura em alvenaria, rebocada e pintada; coberturas e coro-alto sobre vigas de betão; arco triunfal em cantaria de granito; portas, guarda do coro-alto, escadas e mobiliário de madeira; retábulo, mísulas e mesa de altar de talha pintada; silhares de azulejo industrial; janelas da capela-mor com vitral; pavimento em ladrilho cerâmico; grades do exonártex em ferro; cobertura em telha cerâmica.

Observações

*1 - Augusto Dias da Fonte e família oferecem uma faixa de terreno de 8 metros, que, pela encosta do monte, liga o santuário a Oliveira do Douro; para o mesmo fim Manuel Soares da Silva oferece passagem pela sua propriedade e o terreno conveniente; mais tarde, José Gomes Dias de Castro e D. Maria dos Santos Reis cedem o terreno das suas propriedades para o necessário alargamento das curvas da estrada; ao longo dos anos, vários outros ofereceram parcelas de terrenos para o santuário: Manuel Francisco de Almeida e Joaquim Caetano Neves, uma área junto da capela; Henrique Dias dos Reis, um mato, do lado de Vilar de Andorinho; o Padre Luís Gonçalves de Pinho Rocha adquiriu e entregou à Confraria uma área de terreno em frente da capela, o Padre Júlio Albino Ferreira, professor, adquire e ofereceu duas belgas do monte, contíguo à capela; o restante espaço circundante e pertencente ao santuário, foi adquirido por ofertas dos crentes.