Arquitetura religiosa, maneirista. Capela de planta retangular composta por nave e capela-mor, mais estreita e da mesma altura. Fachada principal terminada em empena e rasgada por portal de verga reta alta, entre pilastras sustentando entablamento com pináculos relevados, e janela encimada por friso e cornija. Fachada lateral esquerda com sineira e rasgada por porta travessa e a oposta cega; a posterior termina em empena.
Planta retangular composta de nave e capela-mor, ligeiramente mais estreita e da mesma altura, com sacristia quadrangular adossada à fachada lateral esquerda da última. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na capela e de quatro na sacristia, rematadas em beirada simples. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, a principal, virada a O., com embasamento de cantaria, contrafortes nos cunhais e terminada em empena com cornija, coroada por cruz latina. É rasgada por portal de verga reta, alta e com cornija intermédia, de moldura ladeada por pilastras suportando entablamento coroado por dois pináculos laterais relevados; encima-o janela de moldura terminada em cornija, sobreposta por friso e cornija reta. Fachada lateral esquerda rasgada por porta travessa de verga reta, moldurada; no cunhal, assente em cornija, dispõe-se sineira em arco de volta perfeita sobre pilares, rematada em cornija reta, desnuda; na sacristia abre-se a O., portal de verga reta e a N., janela de peitoril, ambos moldurados. Fachada lateral direita da nave cega e a da capela-mor rasgada por vão retangular estreito, sem moldura, protegido por rede. Fachada posterior cega, a da capela-mor com cunhais de cantaria e terminada em empena, coroada por cruz de cantaria. No INTERIOR, do lado do Evangelho da nave dispõe-se púlpito em madeira pintada, com guarda em balaustrada.
Materiais
Estrutura em alvenaria de pedra rebocada e caiada; embasamento, cunhais, frisos, cornijas, molduras dos vãos e cruzes em cantaria aparente; portas de madeira; púlpito e retábulo de talha; coberturas em telhados de telha de meia-cana tradicional rematadas por beiral duplo.
Observações
EM ESTUDO. *1 - Segundo a tradição local, aquando do ataque de corsários Franceses à ilha, em 1576, o padre Baltazar de Paiva, percebendo o incêndio que consumia a capela, nela entrou para salvar os santos e as alfaias. Com o Santíssimo Sacramento nas mãos, a porta lateral S., por onde havia entrado, foi bloqueada pelos atacantes, impossibilitando a sua saída. Nessa altura, a porta N., que não se abria por dentro, abriu-se inexplicavelmente, permitindo-lhe escapar ileso, tendo o feito sido atribuído à intervenção milagrosa de Nossa Senhora.