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Igreja Paroquial de São Luís

Igreja Paroquial de São Luís

O ponto de interesse Igreja Paroquial de São Luís encontra-se localizado na freguesia de São Luís no municipio de Odemira e no distrito de Beja.

Arquitectura religiosa, quinhentista. Igreja Paroquial.

Planta composta por nave retangular, torre sineira quadrada e sacristia a S.. Volumes articulados, massas dispostas na horizontal para o corpo da nave e na vertical para a torre sineira, com cobertura diferenciada em telhado de duas águas para a nave com a aba S. prolongando-se no corpo da sacristia, e em coruchéu na torre sineira. Paredes de alvenaria rebocada e caiada, com embasamento, pilastras, cunhais, molduras de vãos e face dos degraus da escadaria de acesso, pintados de azul-cobalto. Fachada principal a O., de dois corpos correspondente à nave e torre sineira, à esquerda, ligeiramente recuada e embebida no corpo da nave ao nível do seu primeiro registo; corpos delimitados por cunhais munidos de bases quadradas; embasamento disposto em dois registos; corpo da nave com remate em empena recortada rematada no vértice por cruz metálica; pórtico axial de verga em arco de volta perfeita, de molduras e soleira, pétreas a que se sobrepões alfiz, rematado por cornija, pintado de azul-cobalto; portadas de madeira, almofadadas; óculo central, oval, fechado por vidraça; torre sineira disposta em dois registos, separados por cornija moldurada, com fachadas de pano único delimitados por cunhais idênticos aos do corpo da nave; na sua fachada O., ao nível do 1º registo, relógio com mostrador de pedra, interrompendo a cornija; no seu cunhal extremo fixa-se um candeeiro; no 2º registo, rasga-se sineira em arco de volta perfeita, inferiormente fechada por murete; sino de bronze; remate reto em cornija moldurada com acrotérios nos ângulos; coruchéu cónico, escalonado em três registos.

Materiais

Observações

EM ESTUDO. *1 - Segundo a lenda, a imagem do orago foi feita a partir de um bocado da imagem de São Domingos, venerada no cimo do Cerro de São Domingos; cumprida a promessa de um fiel, que teria levado um chibo ao santo e amarrando-o à imagem, o animal desceu o cerro com esta a reboque provocando a sua destruição. Segundo António Quaresma a frequente presença de São Domingos "no Baixo Alentejo a partir do Séc. XIV, poderá dever-se como aconteceu à de São Luís, à intensa missionação dos frades pregadores nesta região, lembrando assim a complementaridade do esforço evangelizador de franciscanos e dominicanos." (QUARESMA, 2006, p. 271).