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Jardim da Casa de Santa Maria

Jardim da Casa de Santa Maria

O ponto de interesse Jardim da Casa de Santa Maria encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Cascais e Estoril no municipio de Cascais e no distrito de Lisboa.

Arquitectura recreativa do séc.20: jardim que apresenta duas tipologias diferentes, consoante as zonas: na zona defronte da fachada posterior e da fachada lateral direita encontramos jardins formais, com espaços de planta aproximadamente rectangular, modelados em patamares, com percursos bens definidos, que se podem supor ser contemporâneos à construção da casa, na zona defronte da fachada principal e a NO. desta existe um arranjo paisagístico de um pinhal cujas linhas inscritas no solo, são curvas, resultando estas formas orgânicas de um desenho que resulta em grande parte do ajuste à topografia natural do terreno. A situação privilegiada da casa que possibilita uma vista deslumbrante a partir das zonas de estadia do jardim: o patamar junto ao extremo S. da fachada posterior da casa e o terraço com namoradeiras sobre o muro limítrofe E., frente à zona N. desta mesma fachada; muretes que ladeiam lateralmente as escadas capeados a três faixas cerâmicas monócromas, sendo as duas exteriores de cor amarelo ocre e a interna a branco.

Jardim de planta aproximadamente triangular, com vértices orientados a O., S. e N., sendo a face definida pelos dois últimos pontos extremos a que constitui a frente costeira da propriedade. Excepto nesta frente, a propriedade é vedada por um muro com cerca de um metro de altura, construído em alvenaria de pedra. Apresenta dois portões, nos extremos do CAMINHO PRINCIPAL, alcatroado, apresentando cada um deles, 1m. de altura, sendo construídos em ripas de madeira, um orientado a SO. e outro a NO. O jardim divide-se em três zonas com características muito diferentes: o PINHAL a O. da casa; o JARDIM EM SOCALCOS a N. desta e uma zona de TERRAÇOS, a E. A primeira zona é separada das segunda por o troço de caminho principal que liga a casa à estrada limítrofe, a NO. da propriedade e é separada da terceira por parte da casa. O segundo e terceiro espaços são modelados em patamares, orientados a E., e separados por um pequeno terraço, sobrelevado, saliente em relação à fachada posterior da casa. Este pequeno terraço é delimitado por guarda em metal, coberto por pérgula vegetalizada com estrutura em madeira apoiada sobre pilares em pedra. Para N., no seguimento deste terraço sobrelevado, a uma cota cerca de 2,5m. inferior, segue-se um outro terraço rectangular, ao longo do restante desta fachada da casa. Tal como no terraço anterior existe um muro limítrofe deste terraço ao qual se encontram adossadas uma série de sete pares de namoradeiras, equidistantes entre as quais existem sete alegretes que constituem o encosto de cada par de bancos, orientados inversamente. O solo dos alegretes encontra-se revestido com gazânea (Gazania splendens). Sob o terraço sobrelevado, existe uma passagem que liga as diferentes zonas existentes de cada lado deste terraço. Esta passagem existente na base do terraço é interrompida por dois portões, constituídos por setas em ferro. A S. desta passagem existe a zona dos TERRAÇOS. Aqui o espaço encontra-se modelado em três pequenos terraços, separados entre si por dois muretes, o primeiro em alvenaria de pedra e o segundo, em alvenaria. O patamar superior, junto à casa, é totalmente pavimentado por várias fiadas de lajetas rectangulares de vários comprimentos, segue-se, pós um murete de sustentação e a uma cota inferior, um talude intermédio completamente coberto por relva, por fim, e separado também por murete de suporte um talude também arrelvado, que termina num caminho com cerca de 1,5 m. de largura, pavimentado com calhau rolado embutido em massa. Esse caminho, limita a E, esta zona, inflectindo para S, ligando, através de escadas seguidas de patamar, a um pequeno portão que liga o extremo S. da propriedade. A N. da casa e até ao extremo da propriedade situa-se o JARDIM EM SOCALCOS cuja cota, tal como todo o terreno da propriedade, vai diminuindo à medida que nos aproximamos da faixa costeira. Neste jardim, de planta rectangular, cujo maior eixo tem uma orientação NO. - SE., estão inseridos três canteiros longitudinais, paralelamente a este eixo. Um dos canteiros acompanha o caminho principal, inserindo-se a SE. do mesmo. Este canteiro que contem árvores como a Palmeira-das-canárias (Phoenix canariensis), o Dragoeiro (Dracaena draco) e o Pinheiro-manso (Pinus pinea) e como herbáceas, além dos asteres (Aster sp), agapantos (Agapanthus praecox) e lavandula (Lavandula dentata). Este canteiro é separado do referido caminho por um murete em alvenaria de pedra e contido a poente por um muro de suporte de pedra cerca com cerca de 0.8m. de altura. É ainda separado do canteiro que lhe fica defronte por um caminho de 3m. de largura, em macadame. O acesso a este caminho a partir do caminho principal é feito através de uma escada com sete degraus, pavimentada a calçada portuguesa, existente junto à casa, ladeada bilateralmente por três fiadas de azulejos. Estas escadas conduzem também a um outro caminho com o mesmo pavimento que, contornando a casa liga ao terraço rectangular com namoradeiras e alegretes, já mencionado. Paralelamente ao caminho de 3 m., em direcção ao mar, seguem-se dois canteiros separados por um murete com cerca de 0.40 m. em pedra seca, que acompanham o talude. Nestes canteiros encontramos herbáceas como asteres (Aster sp) e bambu (Arundinaria falconeri). Do lado oposto do caminho encontra-se um muro de suporte que assenta directamente na pequena falésia existente, parcialmente revestido por vinha virgem (Parthenocissus quinquefolia). No lado simétrico e em direcção ao limite N. da propriedade, o solo está ocupado, não por canteiros mas por vegetação rústica como o aloé (Aloé vera) e o pitosporo (Pittosporum tobira). A O. do caminho principal, até ao extremo da propriedade, situa-se um grande espaço de relevo suavemente ondulado, sobrelevado em relação a este caminho, onde está implantado o PINHAL. Este espaço, de cerca de 800 m2 apresenta uma planta aproximadamente quadrangular, em que dois dos seus lados são definidos pelas ruas exteriores, mais precisamente delimitado pelo muro limítrofe da propriedade, e os outros dois lados pelo caminho principal que atravessa o jardim da casa. Esta zona apresenta afloramentos rochosos de natureza calcária, localizados em zona de relvado, que reveste grande parte da área, ou uma mancha de contornos irregulares em gravilha de cor bege, inscrita no relvado, junto ao limite SE. do pinhal. Como espécies arbóreas plantadas no pinhal, encontram-se alguns pinheiros mansos (Pinus pinea) e Pinheiros-bravos (Pinus pinaster) dispersos, num povoamento heterogéneo, também quanto ao porte, e alguns zambujeiros (olea europaea var. sylvestris), grosseiramente alinhados ao longo troço médio, do limite definido pelo caminho principal. como arbustos dispersos em manchas, encontramos um núcleo central, junto à mancha de gravilha, de Cupressus semprevirens var. horizontalis e outros núcleos, em posição mais periférica de: aloes (Aloe arborescens), euonimos (Euonymus japonica), talhados em bola, loendros (Nerium oleander), pitosporo (Pittosporum tobira) e de lantana (Lantana camara). Como herbáceas, encontramos também em mancha, realizando a transição entre zonas de diferente natureza, como bordaduras do relvado, afloramentos rochosos, gravilha ou caminho principal. Encontram-se plantadas em manchas de: petúnias (Petunia grandiflora), ophiopogon (Ophiopogon japonicus), amores perfeitos (Viola tricolor), agapantos (Agapantus praecox), clorofitos (Chlorophytum comosum), asteres (Aster sp), Pervinca-maior (Vinca major L.) e gazania (Gazania splendens). Ao longo da fachada principal existe um canteiro com cerca de 30 cm de largura inteiramente revestido a ophiopogon (Ophiopogon japonicus).#

Materiais

Inertes: muros e pavimentos em pedra calcária, pavimentos em terra batida e alcatrão, bancos revestidos a tijoleira, portões em madeira. Vegetais: árvores: o Dragoeiro (Dracaena draco), Palmeira-das-canárias (Phoenix canariensis), Pinheiro-bravo (Pinus pinaster), Pinheiro-manso (Pinus pinea) e zambujeiro (olea europaea var. sylvestris); arbustos: aloé (Aloe arborescens), bambu (Arundinaria falconeri), Cupressus semprevirens var. horizontalis, euonimos (Euonymus japonica), lantana (Lantana camara), loendros (Nerium oleander) e pitosporo (Pittosporum tobira); herbáceas: agapantos (Agapanthus praecox), amores perfeitos (Viola tricolor), asteres (Aster sp), clorofitos (Chlorophytum comosum), gazânea (Gazania splendens) e lavandula (Lavandula dentata), ophiopogon (Ophiopogon japonicus), petúnias (Petunia grandiflora), , asteres (Aster sp), Pervinca-maior (Vinca major L.) e gazania (Gazania splendens); trepadeiras: vinha virgem (Parthenocissus quinquefolia).

Observações

*1 - DOF:..incluindo o Jardim. *2 - encomenda a construção de outras duas, neste concelho, a Torre de São Patrício / Casa-Museu Verdades de Faria (v. PT031105040050) e o Palácio do Conde de Castro de Guimarães / Torre de São Sebastião (v. PT031105030024).