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Igreja de Santa Maria de Guimarães

Igreja de Santa Maria de Guimarães

O ponto de interesse Igreja de Santa Maria de Guimarães encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Trancoso (São Pedro e Santa Maria) e Souto Maior no municipio de Trancoso e no distrito de Guarda.

Igreja paroquial de fundação medieval, reconstruída no Séc. XVII que lhe conferiu a atual feição tardo-barroca, apresentando planta longitudinal composta por nave e capela-mor. Fachada principal delimitada por pilastras duplas e por frontão angular com a base interrompida e os lados curvos; portal de lintel curvo ladeado por estípites, colocadas obliquamente, e encimado por frontão de lanços; janelões rodeados por molduras curvilíneas. No interior, nave única com cobertura em falsa abóbada de berço em madeira e tecto de caixotões pintados na capela-mor; retábulo-mor em talha dourada derivada do estilo nacional; púlpito de base quadrada assente sobre mísula volutada e estriada, igual à da Igreja de São Pedro (v. PT020913180017) e Igreja da Misericórdia (v. PT020913180018). Subsistem alguns elementos medievais como pinturas murais, um baixo-relevo provavelmente pré-românico, siglas de canteiros, etc..

Planta longitudinal composta pela nave e capela-mor, com torre sineira e dependências da sacristia adossadas lateralmente. Organiza-se num conjunto quase uniforme de volumes, destacando-se apenas a linha vertical da torre, um pouco recuada em relação à frontaria. Cobertura diferenciada com telhado de duas águas. A fachada principal, orientada a O., é delimitada por duas pilastras separadas, simulando a organização de vários panos. Observa-se idêntico recurso no portal de lintel curvo, acompanhado por dois estípites moldurados e com o ângulo em ressalto. É rematado por frontão de lanços, muito rebaixado e aberto, mostrando a base curva ao contornar uma roseta. Encima-o um janelão e a pedra de armas que toca o vértice do frontão angular que remata a composição. Este último mostra a base interrompida e os lados ligeiramente encurvados. O alçado N., para além do corpo da torre, possui dois panos onde se abrem diversos vãos de lintel recto e moldura simples, que iluminam a sacristia e anexos. No lado oposto o portal de acesso à nave e os janelões que o ladeiam apresentam já o lintel curvo e uma moldura de amplos recortes curvilíneos. O corpo da capela-mor é iluminado por um janelão recto com capialço. O alçado posterior é cego, à excepção do pano da sacristia. O interior, de nave única, integra o coro-alto em madeira e no espaço equivalente ao piso térreo da torre encontra-se a capela baptismal. Destaca-se a base quadrada do púlpito assente sobre mísula volutada e estriada. A cobertura é em falsa abóbada de berço em madeira. Inclui três altares integrados na caixa murária. O pavimento encontra-se parcialmente lajeado. Arco triunfal de volta inteira moldurado. De notar, na capela-mor, o tecto de caixotões pintados representando figuração hagiográfica e descrevendo falsa abóbada em concordância com o arco pleno do retábulo em talha dourada do altar.

Materiais

Granito, cantaria sem revestimento e alvenaria rebocada; madeira; ferro; telha marselha.

Observações

*1 - A união com a Matriz de S. Miguel ( que se localizava junto ao Castelo ) e uma possível incorporação no lote dos bens de D. Chamoa, integrados no Mosteiro de Guimarães, poderá ser uma hipótese explicativa para a designação de Guimarães. No séc. 18 os párocos afirmavam desconhecer a origem de tal invocação. A ideia de ter pertencido à Colegiada de Guimarães não tem qualquer base documental (TEIXEIRA, 1982).