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Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro

O ponto de interesse Igreja de São Pedro encontra-se localizado na freguesia de Ribeirinha no municipio de Angra do Heroísmo e no distrito de Ilha Terceira (Açores).

Arquitetura religiosa, do séc. 20. Igreja paroquial composta de nave e capela-mor, mais baixa e estreita, interiormente com ampla iluminação axial e bilateral. Fachadas rebocadas e pintadas, com elementos estruturais e molduras dos vãos sublinhados a ocre, de carácter popular. Fachada principal harmónica, com torres sineiras flanqueando pano terminado em frontão recortado, decorado por atributos alusivos ao orago, e rasgada por três eixos de vãos, de verga reta com cornija, correspondendo a portal e janela de varandim, entre dois registos de janelas, as superiores também de varandim. As torres sineiras, inicialmente de dois registos, o primeiro rasgado por janelas iguais às da igreja, e o segundo por sineiras em arco de volta perfeita sobre pilastras, foram alteadas por um terceiro registo, mais estreito e octogonal, rasgado por vãos. As fachadas laterais terminam em cornija e são rasgadas por várias janelas. A empena posterior da capela-mor é coroada por uma cruz em cantaria, decorada com símbolos da Paixão, assente em acrotério com elementos alusivos ao Monte Gólgata.

Planta rectangular composta por nave e capela-mor, mais baixa e estreita, à qual se adossam de ambos os lados corpos retangulares, de dois pisos, e à fachada principal torres sineiras quadrangulares. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na igreja, de uma nos anexos, rematadas em beirada simples, e em coruchéu facetado nas torres sineiras, formando faixas alternadas em zigue-zague, pintadas de branco e azul. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com embasamento a preto, e os cunhais, frisos, cornijas e molduras dos vãos sublinhados a ocre. Fachada principal virada a NO., terminada em frontão recortado, decorado por relógio circular central, com moldura rematada por vieira e elementos fitomórficos, entre cartelas triangulares com atributos alusivos ao orago, coroado por cruz latina em ferro. É rasgada por três eixos de vãos retilíneos com molduras formando ligeiro recorte lateral, encimadas por cornija reta, o central correspondendo a portal de verga reta, e a janela de varandim, com guarda em ferro assente sobre cornija, e os laterais a janelas de peitoril com falsos brincos retos, e a janelas de varandim iguais. Sobre o eixo central existe cartela oval com a data de 1924 inscrita. No alinhamento da fachada, dispõem-se de cada lado torre sineira, de três registos, os inferiores separados por cornija, tendo o primeiro rasgado por duas janelas iguais às da igreja e o segundo rasgado, em cada uma das faces, por sineira em arco de volta perfeita sobre pilastras, albergando sino; o segundo registo remata em cornija encimada por balaustrada, com acrotérios nos cunhais, sustentando pináculos piramidais sobre plintos paralelepipédicos. O terceiro registo das torres é mais estreito e facetado, sendo rasgado em cada pano por arco. Fachadas laterais rematadas em cornija, com a nave rasgada por amplas janelas retangulares e, na lateral esquerda, por porta travessa de verga reta encimada por cornija, e a capela-mor por uma única janela, sem moldura. A fachada posterior da capela-mor é rasgada por janela e por uma porta, no soco, ambos sem moldura, terminando em empena coroada por cruz latina, facetada, decorada com símbolos da Paixão, sobre acrotério ornado por caveira, tíbias cruzadas e elementos vegetalistas. No INTERIOR tem coro-alto, dois retábulos neogóticos e quatro barrocos, e retábulo-mor em talha dourada.

Materiais

Estrutura em alvenaria de pedra, excepto à volta dos cunhais e vãos, que é em alvenaria aparelhada; rebocada e pintada; frisos, pilastras, cornijas, faixas e molduras dos vãos em argamassa; portas de madeira; vidros simples; pavimento de madeira e de lajes nas torres; cobertura interior de madeira; coberturas de telha.

Observações

EM ESTUDO. *1 - Segundo alguns historiadores, a origem desta freguesia e da sua primitiva população está ligada a um flamengo de nome Fernão Dulmo, já que esta localidade foi o lugar que ele escolheu para residir, tendo-se-lhe dado terrenos desde da Serra até à actual freguesia da Feteira.