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Bairro da Caixa

Bairro da Caixa

O ponto de interesse Bairro da Caixa encontra-se localizado na freguesia de Vila Real de Santo António no municipio de Vila Real de Santo António e no distrito de Faro.

Conjunto arquitetónico residencial multifamiliar. Habitação económica de promoção pública estatal (FFH / Caixa da Previdência). Conjunto de grande dimensão composto por edifícios multifamiliares em banda de três pisos, com fogos T2 e T4, formando quarteirões abertos. Nos edifícios propriedade do IHRU os T3 são constituídos por uma sala comum, com varanda em todos os pisos, três quartos, uma cozinha com varanda no 1.º e 2.º andares e uma instalação sanitária completa. A solução criada para aceder a dois dos quartos e à instalação sanitária cria uma zona de acesso reservado. Os T4 são de planta semelhante aos T3 mas consegue-se obter uma divisão adicional pelo aumento da largura da fachada e avançando uma das divisões em relação ao alçado principal. A planta é composta por uma sala comum, com varanda em todos os pisos, quatro quartos, uma cozinha com varanda no 1.º e 2.º andares e uma instalação sanitária completa. O acesso aos fogos é feito através de uma escada interior com ventilação na sua parede exterior. O interior dos edifícios camarários não foi analisado. As áreas das divisões são inferiores às preconizadas pelo Regulamento Geral das Edificações Urbanas tendo sido calculadas de acordo com as Recomendações Técnicas de Habitação Social. O acesso aos fogos é feito através de uma escada exterior.

Conjunto residencial com traçado regular de média densidade, composto por quarteirões abertos formando espécie de praça através da implantação de duas linhas diagonais, sendo constituído por 35 edifícios, geminados ou em bandas de 3 unidades. Os edifícios mais antigos foram construídos pela Caixa de Previdência, daí a sua designação de "Bairro da Caixa". Os edifícios do IHRU foram construídos posteriormente tendo a designação de "Bairro do Farol" por se encontrarem nas proximidades do farol. O projeto de arquitetura de ambos é semelhante ao nível das fachadas, divergindo apenas em alguns pormenores. Os dois tipos de edifícios encontram-se entrosados formando um conjunto coeso. O espaço exterior apresenta o pavimento revestido a betonilha cimentícia criando um espaço de circulação misto para peões e veículos automóveis. Em redor dos edifícios existe uma faixa de pavimento em betonilha de cimento esquartelada criando uma zona de remate com o restante pavimento. BAIRRO DA CAIXA: constituído por 17 edifícios, a que correspondem 102 fogos, 8 T1, 39 T2, 43 T3, 8 T4 e 4 unidades não identificadas de acordo com o Censo de 2006, distribuídos por edifícios com três pisos, organizando 4 grupos de 2 edifícios geminados e 3 bandas com 3 prédios, dispostos perpendicularmente entre si. Fachadas pintadas a branco. Janelas em alumínio anodizado, com duas folhas de correr em todos os compartimentos, exceto nas instalações sanitárias, onde são basculantes. Empenas laterais com uma janela por piso. Parte da iluminação exterior fixada nas paredes. Cobertura diferenciada em telhados de duas águas com chaminés de 3 fugas em cada prumada (duas por edifício, lado esquerdo e lado direito). A caixa das escadas de acesso aos fogos destaca-se em relação ao plano da fachada surgindo como um elemento estruturador dos volumes; centrada entre os lados esquerdo e direito dos edifícios, o seu topo, aberto ao exterior, forma uma varanda em cada patamar, pintada com diferentes cores conforme o bloco. Pequena arrecadação localizada no piso térreo de cada bloco, por baixo das escadas, com acesso pelo exterior. Varandas complanares com o alçado nas fachadas principais e salientes na fachada tardoz, possuindo o seu pano frontal em alvenaria e os laterais em guarda metálica; remate superior em madeira envernizada. O alçado tardoz apresenta diferenciação de planos de acordo com a tipologia dos fogos. BAIRRO DO FAROL: constituído por 18 edifícios que se encontram integrados espacialmente entre os edifícios camarários e são constituídos por 92 fogos, 64 T3 e 28 T4 *2, dos quais 10 são casas de função, distribuídos por 3 pisos, com 4 ou 6 fogos por prédio e 12 lojas *3 propriedade do município. Os blocos 5, 6, 11 e 12, implantados perpendicularmente ao mar e os blocos 7, 8, 9 e 10, implantados em diagonal relativamente aos restantes, formam no seu interior um espaço alargado denominado praceta Alves Redol, onde existe um posto de transformação de energia elétrica. Os lotes 10 e 11 foram unidos ao nível do piso térreo sendo este espaço ocupado por uma creche e jardim-de-infância. A praceta Alves Redol apresenta uma zona central de jardim com relva e algumas árvores. Existe também uma zona lateral, delimitada a este pelos blocos 9, 10, 11 e 12, que correspondia ao parque infantil da creche; encontra-se com areia mas sem qualquer equipamento lúdico ou vegetação. Na esquina nordeste do bairro, junto aos blocos 5, 6, 7 e 8, existe uma faixa ajardinada. A arquitetura dos edifícios é muito semelhante à do bairro da caixa, divergindo em pormenores como o tipo de chaminé e a pintura exterior. Exteriormente os edifícios apresentam pintura a branco com barras verticais a azul claro na zona das janelas e marcação de soco. As janelas são em madeira envernizada, com duas folhas de abrir em todos os compartimentos, exceto nas instalações sanitárias, onde são basculantes. As empenas dos fogos T3 são cegas, as dos fogos T4 possuem a janela de um dos quartos. Encontra-se fixada nas paredes parte da iluminação exterior pública. As coberturas são de duas águas com chaminés inspiradas na arquitetura tradicional algarvia em cada prumada (duas por edifício, lado esquerdo e lado direito). Existe uma pequena arrecadação no piso térreo de cada bloco, por baixo das escadas de acesso aos fogos, com acesso pelo exterior. Na parede exterior das escadas existe um vão para ventilação com blocos perfurados de cimento. Nas fachadas principais existem varandas em consola em todos os pisos que correspondem às salas comuns. Na fachada tardoz apenas existem varandas no 1º e 2º andares e correspondem às cozinhas. Estas varandas possuem o seu pano frontal em alvenaria e os laterais em guarda metálica. O remate superior faz-se em madeira envernizada.

Materiais

Exterior: Betão armado, laje aligeirada, vigotas de betão pré esforçado, abobadilha cerâmica, tijolos duplex, telha "lusa". Interior: frações habitacionais - Entrada: pavimentos e rodapés com mosaicos de marmorite, paredes interiores rebocadas a argamassa mista ao traço 1:6 caiadas a branco, tetos estucados a massa de areia fina e caiados a cal, um ponto de luz no teto e portas em madeira de pinho envernizada com fechadura tipo "yale", caixas para os contadores em mogno envernizado, recetáculos de correspondência para todos os fogos; cozinhas e casas de banho: pavimentos em tijoleira cerâmica 30 x 15, paredes interiores revestidas a azulejos branco 15 x 15, até 1,50 m de altura, tetos estucados e pintados a branco, um ponto de luz no teto, lava-louças em aço inoxidável, pia de despejos em lioz e armários em pinho pintado a tinta de esmalte; sala comum e quartos: pavimentos em tacos de madeira de pinho e rodapés em madeira de pinho pintada, paredes interiores estucadas e pintadas a branco, tetos estucados e pintados a branco, um ponto de luz no teto, réguas em mogno enceradas com calha e roletes para fixação de cortinados; varandas: pavimentos e rodapés em tijoleira cerâmica 30 x 15, paredes rebocadas a argamassa mista ao traço 1:4, tetos estucados a massa de areia fina e caiados a cal; janelas: aros e caixilhos em pinho, pintados a tinta de esmalte, com dobradiças, fechos e cremonas em aço inox; guardas: ferro perfilado pintado a branco rematado a madeira; escada: patim, espelho e piso em mármore branco com as dimensões 0,25 x 0,90 x 0,025, rodapé em mármore com 0,25 de altura e 0,015 de espessura, paredes rebocadas a argamassa mista ao traço 1:4, tetos estucados a massa de areia fina e caiados, um ponto de luz em cada piso com comando automático, guardas em vergalhão de ferro pintado; louças sanitárias: sanita, bidé e lavatório em louça tipo "valadares" brancos, banheira em aço esmaltado branco; tanque da roupa: em cimento moldado; paredes exteriores em tijolo duplex.

Observações

*1 - A rede de ciclovias camarárias tem cerca de 30 km; o troço a norte do bairro, inaugurado no verão de 2007, liga Vila Real de Santo António a Monte Gordo e tem 3 km, encontrando-se englobado no programa "Ecovia do litoral algarvio" e irá pertencer à "Eurovelo 1". *2 - As parcelas estão distribuídas do seguinte modo: Bloco 1: 6 T3, Bloco 2: 6 T3, Bloco 3: 3 T3 e 3 T4, Bloco 4: 3 T3 e 3 T4, Bloco 5: 2 T3, 2 T4 e 3 lojas, Bloco 6: 2 T3, 2 T4 e 3 lojas, Bloco 7: 2 T3, 2 T4 e 1 loja, Bloco 8: 2 T3, 2 T4 e 1 loja, Bloco 9: 2 T3, 2 T4 e 1 loja, Bloco 10: 2 T3, 2 T4 e 1 loja, Bloco 11: 2 T3, 2 T4 e 1 loja, Bloco 12: 2 T3, 2 T4 e 1 loja, Bloco 13: 6 T3, Bloco 14: 6 T3, Bloco 15: 6 T3, Bloco 16: 6 T3, Bloco 17: 3 T3 e 3 T4, Bloco 18: 3 T3 e 3 T4. *3 - Para 5 dessas lojas estava prevista inicialmente a seguinte utilização: café, talho, padaria, frutaria e supermercado. *4 - Existem dois sistemas de numeração dos edifícios. O atual sistema numera os edifícios individualmente (1 a 18), enquanto o anterior numerava os edifícios por grupos de 2. Assim, a correspondência entre a numeração atual e a anterior é a seguinte: Bloco nº 1 - Nº A-1, Bloco nº 2 - Nº A-2, Bloco nº 3 - Nº B-1, Bloco nº 4 - Nº B-2, Bloco nº 5 - Nº 3-1, Bloco nº 6 - Nº 3-2, Bloco nº 7 - Nº 4-1, Bloco nº 8 - Nº 4-2, Bloco nº 9 - Nº 5-1, Bloco nº 10 - Nº 5-2, Bloco nº 11 - Nº 6-1, Bloco nº 12 - Nº 6-2, Bloco nº 13 - Nº 7-1, Bloco nº 14 - Nº 7-2, Bloco nº 15 - Nº 8-1, Bloco nº 16 - Nº 8-2, Bloco nº 17 - Nº 9-1, Bloco nº 18 - Nº 9-2. *5 - O Plano de Pormenor do "Bairro da Caixa", encontra-se em elaboração, não tendo ainda sido apresentado para discussão pública; a área em estudo abrange 24.000 m2 e engloba os 35 edifícios com frações pertencentes ao IGFSS, à Câmara, ao IHRU e a particulares; pela localização do bairro justificam-se ações de requalificação urbana associadas ao uso residencial e à qualificação do espaço público, uma vez que esta zona foi considerada "Área de Habitação Consolidada" no Plano Diretor Municipal. De acordo com os Termos de Referência do Plano de Pormenor existem três objetivos principais: "Assegurar uma efetiva integração da área a estudar na sua envolvente, tendo especial atenção ao seu relacionamento com a morfologia urbana de Vila Real de Santo António e com a paisagem envolvente; contribuir para uma identidade urbana própria com arquitetura de elevada qualidade e dotar a zona de equipamentos e infraestruturas numa lógica de requalificação urbana e qualificação do espaço público; garantir a viabilidade do Plano sob o ponto de vista urbanístico e económico-financeiro, através de uma abordagem realista e tecnicamente segura nas suas implicações orçamentais.". *6 - As casas são atribuídas de acordo com o número de indivíduos do agregado familiar e as rendas são calculadas de acordo com o seu rendimento médio mensal.