Portal de Cidadania

Quinta da Amoreira da Torre

Quinta da Amoreira da Torre

O ponto de interesse Quinta da Amoreira da Torre encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Nossa Senhora da Vila no municipio de Montemor-o-Novo e no distrito de Évora.

Espaço verde de produção agrícola / Espaço verde de recreio. Quinta de Recreio quinhentista que mantem o carácter lúdico produtivos desta tipologia, numa linguagem Mudéjar. Monumento típico da arquitectura senhorial do Alto Alentejo, com magníficas expressões no núcleo fundador da Torre do Esporão (v. IPA.00001191), Torre dos Coelheiros (v. IPA.00003821) e Solar da Sempre Noiva (v. IPA.00002762 e IPA.00002757), enquadra-se no conjunto das torres solarengas quinhentistas em torno de Évora, nomeadamente a Quinta das Vidigueiras (v. IPA.00002744), a Torre das Águias (v. IPA.00002763), a Torre do Carvalhal (v. IPA.00004453) e o Solar da Camoeira (v.IPA.00001158), geralmente associados a importantes itinerários de tráfego viário, cuja leitura estilística e atribuição cronológica não se pode considerar resolvida, pois poderão ser muito mais remotos do que se tem pensado. Muro de delimitação da quinta com contrafortes cílindricos de estilo manuelino. Simplicidade da composição; dimensão do tanque e ambiências proporcionadas pelo contraste entre a aridez da paisagem envolvente e a frescura da quinta.

Muro com contrafortes cilíndricos delimita a propriedade (alguns trechos dessa cerca apresentam um elevado estado de degradação). Acesso à quinta através de portão localizado na fachada E. do edifício, que dá sobre o pátio. A partir dos diversos SISTEMAS DE ÁGUA, elemento estruturante e unificador do espaço, a quinta divide-se em zonas que mantêm entre si relações dinâmicas, com a envolvente e com outros locais da quinta. As diferentes formas como a água surge, formando uma estrutura ao longo de toda a quinta, valorizam o espaço, criam ambiências e interligam o aspecto funcional com o estético. A quinta é alimentada por uma nascente que se localiza a 2 Km. da Est. de Arraiolos, uma outra nascente, localizada a 150 m da quinta, é utilizada para consumo interno, sendo a água elevada para um depósito que se encontra na torre. Dentro da quinta existe uma única nascente que abastece a fonte de mergulho (FONTE DA RAINHA) valorizada por uma galilé de construção quatrocentista. O grande tanque que corre ao longo da actual fachada sobre os jardins, é anterior à torre e desempenha funções de armazenamento de água (para a rega) e de recreio. Pelos espaços que cria à sua volta, alimenta o TANQUE DAS LAVANDEIRAS, que comunica com a vala de drenagem pelo descarregador de fundo, e uma TAÇA DE ÁGUA, em que as torneiras do sistema são utilizadas para a rega do jardim. Tem anexas três tanquetas com funções específicas: uma alimenta directamente o sistema de rega por caleiras, para a zona de produção; outra distribui directamente para a caleira do jardim (antiga horta), e por último uma terceira que desempenha múltiplas funções, desde regular o descarregador de superfície e de fundo a caixa de derivação, distribuindo a água para o tanque de Lavadeiras, para a caleira do jardim e para a vala de drenagem principal. O sistema vegetal compõe-se de JARDIM DE BUXO, ALAMEDA DE LOUREIROS (um dos elementos mais antigos da quinta), POMAR DE CAROÇO, OLIVAL e CULTURAS ARVENSES e plantação densa de ciprestes que limitam a área do Jardim de Buxo e relvados. Os percursos estão intimamente ligados ao circuito de distribuição de água e associam-se aos pequenos desníveis de terreno criados por razões técnicas de resolução de problemas de rega. Pátio de lavoura pavimentado com área relvada.

Materiais

INERTES: Alvenaria; Bancos do jardim forrados a azulejo; Capeamentos de tijoleira.

Observações