Anta Capela, que reutiliza o exemplar mais setentrional do megalitismo eborense; a reutilização como capela tem o protótipo em São Brissos (v. PT040706050002). No altar-mor frontal de azulejos setecentistas, barrocos, de oficina lisboeta. Anta reutilizada como capela; exemplar muito setentrional do megalítico eborense. Foi o primeiro monumento megalítico referenciado na bibliografia histórica: no Séc. 16, por Manuel Severim de Faria, na sua obra Notícias de Portugal.
Câmara com planta poligonal de anta de grandes dimensões, constituída por sete esteios in situ, com laje de cobertura, servindo de ábside a pequena capela, cuja nave, muito pouco profunda (c. 1 m), se articula no sentido do corredor. O edifício cristão tem fachada de remate triangular definido pelos beirados do telhado de duas águas e pórtico em alvenaria de ombreiras aprumadas e verga em arco perfeito. Antecede-a pequena escadaria de três degraus, flanqueada por dois esteios do corredor que a frontaria cavalga. As fachadas laterais, cegas, são definidas pela articulação dos esteios com o paramento da nave. O esteio da cabeceira da câmara serve de testeira à capela. A rematar o conjunto, implantado sobre a cobertura, lançando uma sapata sobra o telhado da nave e outra sobre a laje da câmara, ergue-se o campanário, rasgado desde a base por vão com verga em arco perfeito e rematado por discreto friso de meias canas. INTERIOR: coincidência interior com o exterior; com o retábulo do altar definido em revestimento de alvenaria do esteio testeiro e o frontal revestido de azulejos.
Materiais
Granito de grão grosseiro, alvenaria
Observações
*1 - DOF... transformada em Capela de São Dinis.