Conjunto arquitetónico residencial multifamiliar. Habitação económica de promoção pública estatal (HE-FCP, Federação das Caixas de Previdência - Habitações Económicas). Conjunto de média dimensão composto por edifícios multifamiliares de três e quatro pisos, com fogos T3, T4 e T5, formando quarteirões abertos.
Conjunto urbano de habitação constituído por oito blocos, destinados a cinquenta e dois fogos. Quatro blocos estão organizados por três pisos, tendo cada piso três fogos; os outros quatro blocos possuem quatro pisos, pois foi acrescentado mais uma habitação na cave. Ao nível da tipologia, existem doze fogos T3; vinte e seis fogos T4 e catorze T5. Cada bloco habitacional apresenta planta rectangular, com cobertura em telhado de quatro águas, estrutura e organização semelhante, variando a cor da pintura das fachadas.
Materiais
Paredes rebocadas e pintadas; embasamento em granito aparente; molduras dos vãos em granito; caixilharias das janelas em alumínio; guardas das varandas em ferro pintado; vidros simples nas portas e janelas; cobertura exterior de telha.
Observações
Dário Viera fez parte das equipas de trabalho para a execução de habitações económicas da Federação das Caixas de Previdência - Habitações Económicas (FCP-HE), cuja figura de destaque foi o arquitecto Nuno Teotónio Pereira. Outros arquitectos que integraram estas equipas, para além de Nuno Teotónio Pereira, foram: Nuno Portas, Bartolomeu Costa Cabral, Vasco Croft de Moura, Fernando Távora, João Andersen, Filipe Figueiredo, entre outros. Sendo-lhes dado grande autonomia ao nível do projecto, a partir da qual se desenvolveu a experimentação tipológica e a criação de propostas com várias escalas de linguagem. *2 - A planificação dos empreendimentos tem por base os inquéritos prévios realizados pelo Serviço de Inquéritos Habitacionais do Ministério das Corporações e Previdência Social, os quais determinavam o número de fogos a construir, as fases de construção, os tipos e categorias de fogos, em função das carências locais, e da dimensão e capacidade económica dos agregados familiares. *3 - Através do arquitecto Teotónio Pereira, o arquitecto João Braula Reis entra para a FCP-HE para coordenar o Gabinete de Arquitectura, criando novas equipas e novas metodologia de trabalho, onde apostam na individualização de cada obra, através de projectos dirigidos e contextualizados, em negação aos projecto-tipo, e por outro, participavam activamente no estudo de todos os aspectos referentes à construção económica da habitação. Surgem os projectos experimentais focalizados nas vivências do espaço por parte dos utilizadores.