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Cantina Escolar de Rocha Gonçalves

Cantina Escolar de Rocha Gonçalves

O ponto de interesse Cantina Escolar de Rocha Gonçalves encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Esposende no municipio de Esposende e no distrito de Braga.

Arquitectura educativa, novecentista. Cantina escolar construída na década de 1940, independente da escola primária, mas seguindo as mesmas linhas e características das escolas do Plano dos Centenários, com planta rectangular, composta por vários corpos térreos articulados. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com embasamento de cantaria e terminadas em beirada dupla. Fachada principal com alpendre revestido a cantaria, rasgado por arco de volta perfeita e o refeitório por sete janelas interligadas por peitoril de cantaria e intercaladas por panos também de cantaria. As restantes fachadas têm diferente tratamento, a lateral esquerda tem vão recto para o alpendre e janelas com peitoril de cantaria, a lateral direita integra corpo avançado da chaminé, e a posterior rasgada por janela quadrangular, e possuindo um pequeno alpendre.

Planta rectangular irregular, composta por vários corpos, com volumes articulados, de desenvolvimento horizontal, e coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas. Fachadas de um piso, rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento de cantaria, e terminada em cornija recta de cantaria. Fachada principal de dois panos, o da esquerda, correspondente ao alpendre, mais baixo, revestido a silhares de cantaria, rasgado frontalmente por amplo arco de volta perfeita e de aduelas dispostas em cunha, tendo inscrito na cantaria CANTINA ESCOLAR DE ROCHA GONÇALVES, e no alinhamento, mais abaixo, surge umas letras, em liga metálica, Junta de Freguesia, é flanqueado por duas vaseiras paralelepipédicas; o da direita, correspondente ao refeitório, é rasgado por sete vãos rectangulares, de igual dimensão, com caixilharia de madeira e formando quadrícula, interligados e enquadrados por moldura de cantaria, e tendo entre os vãos aparelho em cantaria de granito. Fachada lateral esquerda rasgada por duas janelas quadrangulares, sem moldura, com peitoril de cantaria. Fachada lateral direita cega possuindo corpo da chaminé, bastante elevado, revestido a silares de cantaria, com as juntas tomadas e pintadas de branco. Fachada posterior de três panos, o da esquerda, mais recuado e cego, e o da direita, avançado, seccionado em dois pilares de cantaria do alpendre, o do lado da direita, fechado, e no pano da direita, por janela quadrangular de verga recta. INTERIOR com paredes rebocadas e pintadas de branco, com sala de atendimento e gabinete do presidente da junta.

Materiais

Estrutura de alvenaria rebocada e pintada; placa de betão; embasamento, peitoril, frisos dos vãos, pilares, revestimento da chaminé e outros elementos em cantaria de granito; painel de azulejos; portas e caixilharia em madeira; vidro simples; pavimento em lajes de granito; cobertura de telha.

Observações

O Estado construía alguns edifícios cantinas, mas, previamente, tinha de ser assegurada, em Títulos de Crédito Público, uma renda vitalícia que cobrisse todas as despesas inerentes à futura actividade da instituição (pelo Decreto-Lei nº. 23 865, de 17 de Maio de 1934, o Ministério das Finanças assegurava a não desvalorização das rendas vitalícias que suportavam o funcionamento das Cantinas). Eram necessários 150 a 250 contos para converter em Títulos, o que, na época, constituía uma quantia avultada, impossível de obter por colecta das populações ou para a capacidade financeira das Câmaras Municipais. Assim, só doações ou legados de pessoas abastadas tornavam possível a fundação de cantinas, número que se manteve limitado até à década de 1940.