Sítio pré e proto-histórico. Gruta natural funerária, com duas salas e uma pequena galeria de ligação entre si. A gruta, os fragmentos ósseos e de outros materiais encontrados, testemunham a ocupação humana nesta região no final do Neolítico, principio do Calcolítico, sendo importante a sua preservação e manutenção, mantê-la como testemunho e fonte de investigação das culturas pré-históricas.
Cavidade Cársica alongada, constituindo uma gruta de corredor com largura média entre 5 e 6 m, dividida pelo entulhamento da zona central, em duas amplas "salas" ligadas por um pequena galeria incrustada no tecto, sendo a primeira designada por sala A e a segunda por sala B.. A sala A situa-se no prolongamento da entrada que se abre para SSO., junto do tecto da gruta. Em termos topográficos é relativamente acidentada, sendo inicialmente em descida acentuada e terminado já aplanada, no local onde o tecto, aproximando-se do enchimento, prolonga a cavidade num fenda horizontal, que comunica parcialmente com a segunda sala B, também chamada sala do lago, com enchimento extremamente argiloso, abrindo-se na sua parte central um depressão que no inverno é ocupada pelas águas pluviais, dando origem a um pequeno lago; desenvolvendo-se ainda nesta sala dois pequenos corredores laterais (VILAÇA e RIBEIRO, 1988). Nesta gruta foram encontrados vestígio humanos que permitem confirmar o seu carácter funerário e a sua utilização nos finais do Neolítico inícios do Calcolítico *2.
Materiais
Gruta calcária com materiais arqueológicos cerâmicos, líticos e ósseos.
Observações
1* - "por despacho de Sua Excelência a Secretária de Estado da Cultura proferido sob o parecer da 1ª Secção do Conselho Consultivo do Instituto Português do Património Cultural, foi determinada a classificação como imóvel de interesse público..."; *2 - descrição retirada da publicação sobre as escavações arqueológicas na Gruta dos Alqueves, de Raquel Vilaça e João Pedro Ribeiro; *3 -"...para iniciarmos a nossa exploração que nesse dia rendeu um belo vaso semiesférico, inteiro, além de muitos ossos longos e crânios fragmentados, entre eles seis maxilares inferiores..." (FIGUEIREDO, 1951); * 4 - actualmente encontra-se vandalizado.