Arquitectura civil contemporânea para habitação unifamiliar. Composição característica da arquitectura practicada nas décadas de 1930 e 1940 no contexto urbano ou periurbano algarvio e dedicada à habitação de nível superior. São constantes de tal prática: o uso de composições complexas baseadas na justaposição de volumes elementares, com grandes panos de parede despojados de decoração e vértices bem definidos; a fenestração pontual e limitada; o coroamento por platibandas interrompidas por elementos cerâmicos ou pétreos (mísulas, neste caso); as coberturas planas (terraços ou açoteias), por vezes dotadas de estruturas de observação (mirantes) e de palas de sombreamento; e os pormenores construtivos de sólido desenho e cuidada execução, patentes na utilização de elementos cerâmicos de revestimento ou preenchimento, de trabalhos de massa de reboco e de ferro forjado em gradeamentos, por exemplo. Resultado híbrido decorrente do emprego simultâneo de soluções decorativas estereotipadas (janelas com falsas portadas em pedra, floreira e verga em meia circunferência, por exemplo) e de elementos característicos da construção vernácula algarvia, interpretados em chave moderna (o mirante na açoteia, por exemplo).
Observações