Palacete que reune um dos mais importantes acervos de azulejaria holandesa do séc.18 *3.
Planta longitudinal dos edifícios que constituem o espaço quadrangular ocupado pelo imóvel, coincidente com o interior, volumetria articulada, com um torreão que preenche o ângulo à direita, cobertura homogénea em telhados nos corpos longitudinais e em cúpula com lanternim cego e coroamento decorativo no torreão. Fachada principal face à marginal, apresentando dois pisos no corpo principal, separados por entablamento, e três pisos na Torre. No piso térreo, marcação de acessos aos espaços comerciais, por pilastras geminadas, marcadas na estrutura murária. Fenestração de sacada regular ao longo do corpo central, com varadins em ferro, com realce de módulo nas janelas dos topos, através da utilização de pequeno frontão. Fachadas anteriores, de cota superior à da fachada principal, a definirem um pátio rectangular ajardinado. Fachadas homogéneas com dois pisos, tendo o corpo central um portal elevado de arco a pleno centro, ao qual se acede por cinco degraus. Janelas rectangulares de guilhotina no primeiro registo e de recorte a pleno centro, no segundo, com varandim de ferro. Frontão a marcar o corpo central desta fachada, coroamento do edifício com balaustrada uniforme. Edifício da esquerda com dois registos e fenestração de sacada, de recorte a pleno centro *1.
Materiais
Observações
*1 - A planta inicial deveria supor a execuçao de um outro torreão (Poente) que nunca foi iniciado, dotando a fachada principal de maior monumentalidade; *2 - Imóvel foi dividido em propriedade horizontal, tendo algumas fracções do rés -do - chão sido vendidas aos seus arrendatários. *3 - Pedro Augusto FERREIRA, 1890, Isabel PEREIRA: Azulejos holandeses primeira metade do séc.18, provenientes talvez de naufrágio