Necróploe colectiva com anta (anta 2) típica do aro eborense, cujo protótipo e talvez o exemplar mais monumental se considera a Anta Grande da Comenda da Igreja, em Montemor-o-Novo (v. PT040706030007). O espólio votivo da Anta 1indica o uso funerário por uma comunidade alargada e a presença de artefactos ideotécnicos evidenciam contactos suprarregionais. O complexo arquitetónico da Anta 2 apresenta câmara, longo corredor (16m), quatro estruturas funerárias anexas (três das quais tipo tholos), estelas gravadas na entrada do corredor e um átrio lajeado; a este grande monumento ortostático, provavelmente de finais do 4.º, princípios do 3.º milénio, foram-se progressivamente agregando quatro áreas funerárias datáveis da primeira metade do 3.º, com um extenso conjunto de artefactos votivos de cronologia balizável entre 2900 -2500 a.c.. "A proximidade dos dois monumentos e a sua inequívoca contemporaneidade permitem considerar que ambos integram o mesmo complexo megalítico, evidenciando a necropolização em núcleos do Megalitismo alentejano" sendo estas duas antas "exemplares relevantes do megalitismo evoluído do Alentejo Central e do fenómeno megalítico na Península Ibérica ( http://dre.pt/pdf2sdip/2013/04/067000000/1129711297.pdf). A Anta 1 foi ao tempo da sua escavação considerada a maior do país. O corredor da Anta 2 (16m) é o mais longo do território português.
Conjunto composto por duas sepulturas uma delas integrando sob a mesma estrutura mamular o dolmen, 3 sepulturas de tipo tholos e uma pequena sepultura individual.
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