Arquitectura infraestrutural, tardo-barroca. Chafariz ligado à distribuição de água a Lisboa, pelas Águas Livres, do tipo nicho, com o chafariz ao centro, constituído por uma coluna em forma de prisma, formando a caixa de água, com acesso por porta de verga recta, onde se enquadram quatro bicas circulares, que vertem para dois tanques contracurvados e de perfil galbado. O conjunto é encimado por um esquema escultórico, piramidal, a que se adossam quarteirões, ornados por golfinhos. A estrutura é protegida por um nicho composto por arcos de volta perfeita, assentes em pilares toscanos, rematados por pináculos piramidais, com cobertura em falsa cúpula, coroada por urna.
Chafariz em cantaria de calcário lioz, implantado sobre plataforma de planta circular com dois degraus, onde se ergue uma coluna em forma de prisma octogonal, formando a caixa de água, rematada em cornija e rasgada por porta de verga recta no lado SO., protegida por uma folha em metal pintado de verde. Sobre este, surge pequeno pedestal octogonal e um segundo contracurvo, onde surge elemento piramidal irregular, tendo, nas faces, adossados a quarteirões, quatro golfinhos de caudas erguidas, rematando em acanto triplo, sendo o conjunto sobrepujado por pequena cúpula bolbosa. No pedestal, surgem quatro bicas circulares, com torneiras, que jorram para dois tanques, de planta contracurva e perfil galbado, com bordo boleado chapeado a ferro, tendo, sob as bicas, réguas metálicas para apoio do vasilhame; cada tanque, ocupa três faces do prisma. A cobrir o chafariz, surge uma estrutura em cantaria de calcário lioz, formada por quatro arcos de volta perfeita, com o intradorso almofadado e o fecho marcado pelas armas reais e coroa fechada, assentes em pilares toscanos, a que se adossam, exteriormente, quarteirões, com capitel dórico, sustentados por plintos de silharia fendida e rematados por pináculos piramidais. A estrutura é coberta por falsa cúpula, composta por quatro nervuras e bocete central circular, com urna a rematar o exterior.
Materiais
Estrutura em cantaria de calcário lioz; canos das bicas em bronze; chapas e réguas em ferro; porta em chapa metálica.
Observações
*1 - Por decreto do Ministério da Cultura (dec. nº 5/2002 de 19 de Fevereiro) foi alterado o Decreto de 16 de Junho de 1910, publicado em 23 de Junho de 1910 que designava o imóvel como "Aqueduto das Águas Livres, compreendendo a Mãe de Água", passando a ter a seguinte redacção: "Aqueduto das Águas Livres, seus aferentes e correlacionados, nas freguesias de Caneças, Almargem do Bispo, Casal de Cambra, Belas, Agualva-Cacém, Queluz, no concelho de Sintra, São Brás, Mina, Brandoa, Falagueira, Reboleira, Venda Nova, Damaia, Buraca, Carnaxide, Benfica, São Domingos de Benfica, Campolide, São Sebastião da Pedreira, Santo Condestável, Prazeres, Santa Isabel, Lapa, Santos-o-Velho, São Mamede, Mercês, Santa Catarina, Encarnação e Pena, municípios de Odivelas, Sintra, Amadora, Oeiras e Lisboa, distrito de Lisboa".